Polícia Federal
FICCO/PR prende indivíduo e localiza entreposto com mais de 1/2 tonelada de entorpecentes
Polícia Federal
Foz do Iguaçu/PR. Policiais, integrantes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, prenderam, na madrugada desta terça-feira (11/3), uma pessoa que era responsável por um entreposto de entorpecentes, que eram trazidas do Paraguai e remetidas após serem ocultadas em bobinas.
Os policiais receberam a informação que uma residência estaria sendo utilizada como depósito de drogas e armas no bairro Jardim Nacional, região nordeste de Foz do Iguaçu. Após localizada, os policiais monitoraram a residência, percebendo um fluxo de pessoas e veículos incompatível. Ao se aproximarem, identificaram tabletes característicos de embalagem de drogas e bobinas abertas, indicando a forma de ocultação de materiais ilícitos.
Com fortes indícios de tráfico de drogas, a equipe policial adentrou a residência, encontrando diversos tabletes de maconha e uma linha de embalagem e ocultação da droga em bobinas para remessa. Na vistoria, além de cadernos e anotações referentes a movimentação de entorpecentes, foi encontrado uma espingarda, calibre 12, com numeração raspada.
Foram encontrados na residência cerca de 614kg de maconha, prensada e dividida em tabletes, prontas para ocultação e remessa.
Um indivíduo, responsável pelo local, foi preso em flagrante e responderá pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de
drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A FICCO é uma força integrada de combate ao crime organizado do Paraná, composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM), Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP/PR).
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Foz
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Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.
“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.
Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.
Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.
O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.
Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.
As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.
Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.
“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.
Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.
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