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Websérie resgata acervo do poeta e dramaturgo Abdias do Nascimento

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Uma websérie lançada nessa segunda-feira (16) resgata todo o trabalho de preservação do acervo do ativista, artista plástico, dramaturgo, poeta e político pan-africano Abdias do Nascimento.

Chamada “Andorinha”, a série está disponível no canal do Ipeafro, Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros no YouTube, e mostra o processo de organização do acervo que guarda a memória de um dos maiores legados da cultura negra do Brasil e dos países da parte sul do planeta.

São cerca de 3.500 livros de sua coleção bibliográfica, 600 obras artísticas e 20 mil imagens no acervo iconográfico. O cotidiano da preservação da memória passa também pelas organizações criadas por Abdias, como o Teatro Experimental do Negro, o Museu de Arte Negra e o próprio Ipeafro.

O nome “Andorinha” foi uma escolha da equipe por simbolizar a força do coletivo. O fato de as andorinhas voarem juntas, de forma sincronizada e por longas distâncias, lutando contra grandes desafios, reflete o trabalho, em rede, do Instituto fundado por Abdias do Nascimento nos anos 1980.

A série inédita, com direção da jornalista Maria Eduarda Nascimento e edição de João Nascimento, é composta por sete episódios, que serão lançados sempre às segundas-feiras, abordando os bastidores e desafios do trabalho dos profissionais para organizar, preservar e, principalmente, difundir o acervo histórico e artístico deixado por Abdias.

Por causa de sua importância, o Acervo Abdias do Nascimento é reconhecido internacionalmente e inscrito no Programa Memória do Mundo da Unesco.

As informações sobre a websérie podem ser encontradas no site ipeafro.org.br e nos perfis do Instituto nas redes sociais.

 


Fonte: EBC Cultura

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Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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