Agricultura
Agronegócios Copercana 2025 começa nesta segunda em Sertãozinho
Agricultura
Começa nesta segunda-feira (24.06) a 21ª edição da feira Agronegócios Copercana, um dos principais eventos voltados ao produtor rural no interior paulista. Realizada no Centro de Eventos Copercana, em Sertãozinho (325 km da capital, São Paulo), a feira segue até sexta-feira (28) reunindo inovação, conhecimento técnico e oportunidades de negócios para quem vive da agricultura.
Com expectativa de superar os mais de R$ 490 milhões movimentados na edição anterior, o evento deve atrair milhares de visitantes e produtores rurais de diferentes regiões. São mais de 90 expositores confirmados, trazendo soluções voltadas à produção de cana-de-açúcar, milho, soja e amendoim — das novas tecnologias de plantio e colheita até insumos e equipamentos de ponta.
Além da exposição de produtos e maquinários, a feira oferece um ambiente completo para troca de experiências e atualização profissional. Palestras técnicas com especialistas abordarão temas fundamentais para o dia a dia do campo, como manejo, sustentabilidade, crédito rural e gestão da propriedade. Também estão previstas condições comerciais especiais e acesso facilitado a linhas de financiamento rural por meio de cooperativas de crédito e instituições financeiras parceiras.
A estrutura do evento foi planejada para garantir conforto aos visitantes, com áreas temáticas dedicadas a diferentes segmentos do agronegócio, showroom de máquinas e veículos, além da distribuição de materiais informativos. O Agronegócios Copercana é mais que uma feira: é uma vitrine de oportunidades para quem quer evoluir na atividade e impulsionar os resultados no campo.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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