Mato Grosso

Etno Expo 2025 destaca culturas indígenas e impulsiona etnoturismo em Mato Grosso

Publicado em

Mato Grosso

A terceira edição da Etno Expo será realizada nos dias 27 e 28 de junho na Aldeia Wazare, em Campo Novo do Parecis, com a participação de oito comunidades indígenas e especialistas no segmento. A feira cultural e de negócios dedicada à valorização das culturas indígenas e ao fortalecimento do etnoturismo.

Mais que uma celebração cultural, a Etno Expo é uma estratégia de desenvolvimento sustentável. O objetivo é promover as aldeias como destinos turísticos, apoiar as tradições dos povos originários e movimentar a economia local por meio do turismo de base comunitária.

O evento é organizado pelo Sebrae com as prefeituras municipais de Campo Novo do Parecis e Sapezal.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), é um dos apoiadores do evento e deste segmento do turismo em Mato Grosso. Em 2024, iniciativas como os projetos Menanehaliti e Balatiponé foram destaques no Abeta Summit, maior evento de turismo de natureza e aventura do Brasil, realizado em Foz do Iguaçu. O reconhecimento nacional reforça o papel de Mato Grosso como referência em turismo étnico e sustentável.

O etnoturismo é uma modalidade que promove o contato direto com os modos de vida dos povos tradicionais, por meio de atividades como imersão em aldeias, oficinas culturais, observação da fauna, pesca esportiva e vivências com as comunidades.

Um mapeamento da Sedec em 2024 apontou que, em Mato Grosso, 19 etnias já desenvolvem atividades turísticas, consolidando o estado como referência nacional nesse tipo de turismo.

“Mato Grosso tem um enorme potencial, e é com ações como essa que apoiamos e seguimos trabalhando para integrar turismo, cultura e economia”, enfatiza a secretária adjunta de Turismo, Maria Letícia Costa.

Segundo o gerente regional do Sebrae-MT, Wlademir Alves da Silva, a feira é uma vitrine importante para alavancar o setor.

“As tradições indígenas têm grande potencial de atração de turistas do Brasil e do mundo. A nossa missão é fazer de Campo Novo do Parecis a maior rota de etnoturismo do mundo”, afirma.

A programação da Etno Expo 2025 incluirá apresentações culturais, rituais tradicionais, oficinas de artesanato e culinária indígena, além de palestras sobre empreendedorismo indígena e turismo em terras indígenas.

Os visitantes terão a oportunidade de vivenciar experiências autênticas e fortalecer conexões com a rica diversidade cultural dos povos mato-grossenses.

A Etno Expo 2025 é gratuita e aberta ao público, sendo uma oportunidade única para vivenciar a ancestralidade, conhecer novos destinos turísticos e contribuir com a geração de renda e valorização das culturas indígenas de Mato Grosso.

*Sob supervisão de Débora Siqueira

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

Publicados

em

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA