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PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em Mato Grosso

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Cuiabá/MT. A Polícia Federal deflagrou, neste sábado (21/6), a Operação Falsus Territorium, com o objetivo de apurar a prática de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por parte de indivíduo com condenação anterior por tráfico internacional de drogas e associação criminosa.

Durante as diligências, foi constatada a utilização de identidade ideologicamente falsa, além da posse e uso de um veículo de alto valor, registrado em nome de terceiro, sem justificativa lícita aparente. Também foram encontrados maços de dinheiro em espécie na residência do investigado.

Os elementos reunidos apontam indícios de dissimulação patrimonial, com a ocultação da verdadeira titularidade de bens e da origem dos recursos utilizados na aquisição, conduta típica do crime de lavagem de capitais.

Mais cedo, no mesmo dia, a Polícia Federal prendeu o investigado, que estava foragido da Justiça, no estacionamento de um shopping em Cuiabá. Ele havia sido condenado pela Justiça Federal de São Paulo a mais de 19 anos de reclusão e já foi apontado como um dos principais traficantes internacionais do estado. 

As investigações seguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, mapear o fluxo patrimonial e reunir novos elementos que subsidiem o inquérito em curso.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso
[email protected] | www.gov.br/pf
(65) 99218-6164

Fonte: Polícia Federal

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Projeto assegura informações de saúde para familiares de pacientes inconscientes

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O Projeto de Lei 780/26 estabelece regras para que hospitais públicos e privados forneçam informações básicas sobre o estado de saúde de pacientes impossibilitados de se comunicar.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta permite que familiares ou pessoas autorizadas recebam dados essenciais, como o estado geral, os riscos do quadro clínico e a confirmação de procedimentos de emergência.

Para proteger a intimidade do paciente e seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é proibido entregar o prontuário médico completo ou resultados integrais de exames, salvo com autorização judicial. Toda informação prestada deve ser registrada no prontuário, com a identificação de quem recebeu os dados, a data e o horário.

Pelo texto, considera-se impossibilitado de manifestar vontade o paciente em situação de inconsciência, sedação, intubação ou estado clínico grave. As informações podem ser solicitadas por pessoas previamente autorizadas pelo paciente, cônjuges, pais, filhos e irmãos. O projeto dá prioridade para quem o paciente cadastrou antes de ficar doente, garantindo sua autonomia.

“A ausência de um protocolo claro e padronizado gera insegurança jurídica para profissionais de saúde e estabelecimentos, que se veem entre o sigilo médico e a necessidade humanitária de informar os familiares sobre o estado de saúde do paciente”, argumenta o autor do projeto, deputado Bibo Nunes (PL-RS).

Violência doméstica
Se houver indícios de violência doméstica, a equipe de saúde pode negar informações e a localização do paciente ao suspeito, com o objetivo de proteger a vítima.

O descumprimento dessas regras sujeitará o hospital a sanções administrativas.

Próximas etapas
A proposta tem caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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