Cultura
Começa o Festival Goiamum Audiovisual no Rio Grande do Norte
Cultura
Começa nesta segunda-feira (7), a 11ª edição do Festival Goiamum Audiovisual, em Natal, Rio Grande do Norte.

As sessões gratuitas de curtas e longas metragens das mostras competitivas acontecem no auditório da reitoria da Universidade Federal do Estado, no campus natalense, até o dia 12 de julho. Outros espaço da Universidade também receberão parte da programação.
São duas mostras competitivas, uma de curtas, com os 12 títulos escolhidos, de oitos estados brasileiros, entre os mais de 790 inscritos. E pela primeira vez, acontece um circuito de longas em competição dentro do Festival. Serão exibidos 4 longas, entre os 108 inscritos para a edição deste ano.
O destaque na abertura do festival é a exibição inédita do filme Criaturas da Mente, do diretor pernambucano Marcelo Gomes, seguida de um bate-papo com o neurocientista Sidarta Ribeiro, professor e pesquisador referência do universo dos sonhos e do inconsciente e que é personagem principal do documentário. Já o encerramento, no sábado (12), tem como destaque uma apresentação única do cantor e compositor Jards Macalé, e também do documentário Macaléia, que aborda parte de sua trajetória artística.
Outras mostras não competitivas foram contempladas na programação. Entre elas, a Mostra Horizontes, dedicada a obras de realizadores potiguares em início de trajetória. Além disso, debates, oficinas, seminário, mostra infantil e roda de conversa completam a programação.
Outro bônus para o público potiguar, é que o Goiamum vai abrigar a exibição dos filmes da Mostra Grande Otelo, promovido pela Academia Brasileira de Cinema com os títulos que concorrem nas categorias de Melhores Longas-Metragens de Ficção, Comédia e Documentário ao Prêmio Grande Otelo de Cinema este ano. As sessões acontecem no auditório Ágora.
A programação completa está disponível no Instagram oficial do evento @goiamumaudivisualrn.
Cultura
São Luís sedia 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado
Se a temporada dos festejos juninos acabou, São Luís reforça que a temporada do bumba boi do Maranhão acontece o ano inteiro. Neste sábado (25), a capital maranhense sedia a edição de número 31 do Festival de Boi de Zabumba, que começa às 19h, no Largo da Antiga Barrigudeira, no bairro Monte Castelo.

O festival deste ano presta homenagem ao Boi de Carutapera, fundado em 1965, e à folclorista Therezinha Jansen, que faleceu em 2008. Dona Therezinha foi a primeira mulher a dirigir um grupo de bumba meu boi no Maranhão: o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito, ambos na capital maranhense.
A expectativa é que mais de 15 grupos de bumba boi do estado passem pela festa, entre eles, o Boi Brilho de São João Liberdade 2, anfitrião do evento; Boi da Fé em Deus; Boi da Liberdade; de Guimarães; de Dona Zeca; e o Orgulho de Pinheiro.
Zabumba
Surgido nas fazendas e senzalas da região da Baixada Maranhense ainda no século 18, o sotaque de zabumba é considerado a manifestação mais antiga ligada ao bumba meu boi do Maranhão. Ao longo dos anos, passaram a existir diversos modos de brincar o festejo, conhecidos como sotaques. Entre os mais reconhecidos estão os de matraca, zabumba, baixada, costa de mão e orquestra.
Em 2016, o Festival de Boi de Zabumba foi reconhecido pelo Iphan com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, como manifestação de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Já o bumba meu boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, no Livro das Celebrações. Em 2019, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Em seu livro “Bumba Meu Boi no Maranhão”, o autor Américo Azevedo Neto apresenta características dos grupos de zabumba: “O sotaque de zabumba tem a singularidade em manter os saberes técnicos originais, como a comédia, os personagens, o toque, os cantos e as danças, além da peculiaridade das indumentárias. O ritmo é definido pelas zabumbas rústicas (feitas à mão, de madeira retirada do mangue em data certa, com lua apropriada, seguindo a tradição) arrochadas na corda. Os pandeiros são confeccionados de jenipapo e cobertos com couro. Os brincantes organizam-se nos papéis de amo, indígenas, rajados, vaqueiros, palhaços, pai Francisco, Catirina, assim como o próprio boi.”
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