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Seca avança e acende alerta em lavouras e pastagens do país

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A intensificação da estiagem em diversas regiões do país traz efeitos diretos para o agronegócio. Se por um lado o tempo firme tem acelerado a colheita de grãos, cana-de-açúcar e café, por outro, o clima seco já ameaça pastagens, aumenta o risco de incêndios em propriedades rurais e exige atenção redobrada no manejo.

Em São Paulo, a Defesa Civil classificou como emergencial a situação no norte e noroeste do estado. A umidade relativa do ar deve cair abaixo de 20% até o próximo sábado (26.07), elevando o risco de fogo em áreas com cobertura vegetal seca, como palhada de cana, pastagens e florestas plantadas. As regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba e Barretos estão entre as mais críticas.

No Centro-Oeste, o cenário é semelhante. A falta de chuvas prolongadas e o calor constante têm deixado o solo ainda mais seco, especialmente em áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde há relatos de estresse hídrico em culturas de segunda safra e queda na produtividade do pasto. A recomendação técnica é evitar queimadas, reforçar aceiros e antecipar o preparo do solo para a próxima safra.

No Sul, o tempo seco tem permitido avanço das colheitas de milho e trigo, mas o excesso de insolação e a baixa umidade já afetam o desenvolvimento de culturas mais sensíveis, como hortifrútis e pastagens permanentes. Geadas pontuais também são esperadas para o final da semana em áreas altas do Paraná e Rio Grande do Sul.

Já no Norte e Nordeste, o panorama é mais desigual. Enquanto áreas litorâneas seguem com chuvas esparsas, o interior nordestino e parte do Matopiba enfrentam déficit hídrico. No sul do Pará, Tocantins e Maranhão, o risco de incêndios florestais aumentou, com produtores adotando manejo sem fogo para evitar autuações.

Fonte: Pensar Agro

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Carnes e soja fazem exportações do agro somar R$ 80 bilhões em maio

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Impulsionado pelo avanço das exportações de soja e proteínas animais, o agronegócio brasileiro movimentou cerca de R$ 80 bilhões em maio de 2026, registrando o segundo maior faturamento da história para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, as vendas externas do setor alcançaram aproximadamente R$ 80 bilhões, resultado 8,2% superior ao registrado em maio do ano passado.

O desempenho reforça o papel do agronegócio como principal sustentáculo da balança comercial brasileira. Mesmo em um cenário de volatilidade nos mercados internacionais, o setor conseguiu compensar a retração observada no complexo sucroenergético com embarques robustos de grãos e proteínas, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

A soja continuou liderando a pauta exportadora nacional. Em maio, os embarques do grão alcançaram 14,8 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo produto somou aproximadamente R$ 31,5 bilhões, sustentada pela combinação entre grande oferta e preços internacionais mais favoráveis. O farelo de soja também apresentou crescimento expressivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja registrou uma das maiores altas do mês, avançando 34% em volume.

As proteínas animais também tiveram papel decisivo no resultado. As exportações de carne bovina in natura atingiram 262 mil toneladas em maio, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano passado. O faturamento do segmento chegou a cerca de R$ 8,5 bilhões, beneficiado pela valorização dos preços internacionais e pela forte demanda dos mercados asiáticos.

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do período. Os embarques alcançaram 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. Já a carne suína manteve a trajetória positiva observada ao longo de 2026, com exportações de 111 mil toneladas, crescimento próximo de 5%.

Entre os demais produtos, o milho registrou a maior variação percentual. As exportações cresceram mais de 570% em relação a maio de 2025, embora os volumes ainda sejam considerados modestos devido ao início da colheita da segunda safra. O algodão também manteve forte ritmo de expansão, com avanço superior a 50% nos embarques, enquanto o suco de laranja apresentou crescimento de 17%, reforçando a liderança brasileira no mercado global da bebida.

Na contramão, o complexo sucroenergético enfrentou um cenário mais desafiador. As exportações de açúcar bruto recuaram 10%, pressionadas pela queda dos preços internacionais. O etanol sofreu retração ainda mais intensa, com redução de 79% nos embarques, refletindo a menor competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Além das questões de mercado, o setor acompanha com atenção as discussões comerciais nos Estados Unidos. Propostas de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros estão em análise pelas autoridades norte-americanas, embora boa parte dos principais itens do agronegócio — como carnes, café, frutas, cereais e suco de laranja — tenha permanecido fora das listas de sobretaxação.

Apesar das incertezas geopolíticas e da oscilação dos preços internacionais, os resultados de maio demonstram a resiliência do agro brasileiro. Com uma safra recorde e demanda firme por alimentos, fibras e proteínas, o setor continua ampliando sua participação no comércio mundial e reforçando sua importância para a geração de divisas e para o crescimento da economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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