LUCAS DO RIO VERDE
Parceria com a Universidade de Iowa e FS moderniza os procedimentos cirúrgicos no Hospital São Lucas
LUCAS DO RIO VERDE
O Hospital São Lucas de Lucas do Rio Verde está realizando laqueaduras por videolaparoscopia. A iniciativa só foi possível, graças a parceria com a Universidade de Iowa, FS Fueling Sustainability e a Secretaria Municipal de Saúde.
Na última semana, 15 mulheres que aguardavam o procedimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), realizaram a cirurgia. As intervenções foram acompanhadas por uma equipe de médicos dos Estados Unidos.
Segundo a gestora do Hospital São Lucas, Gabriela Refatti, a parceria com a Universidade de Iowa e a FS teve início há quase três anos, com a realização de estudos sobre a população e o perfil de atendimento do hospital.
O projeto consiste na troca de experiências com a instituição de ensino e no apoio da FS, que destinou R$ 600 mil para a compra de equipamentos (foco e aparelho de videolaparoscopia), para a montagem de um centro cirúrgico.
“Com a doação desse recurso e a vinda das médicas, nós temos a capacidade de realizar laqueaduras por meio de vídeo, ou seja, cirurgias minimamente invasivas e que com certeza, trazem muitos benefícios para as mulheres”, ressaltou a gestora.
As cirurgias são realizadas por meio de pequenas incisões no abdômen do paciente, no qual são inseridos os equipamentos de videolaparoscopia. As câmeras enviam as imagens para um monitor, permitindo ao cirurgião visualizar e operar a região.
A secretária municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde, Fernanda Heldt Ventura, destacou a importância da parceria com entidades internacionais e o avanço nos procedimentos ofertados pelo Hospital São Lucas.
“As cirurgias realizadas por vídeo são extremamente seguras, com menos tempo de internação e uma recuperação muito mais rápida. Parabéns ao São Lucas pela parceria e por colocar a disposição da comunidade, técnicas mais modernas”.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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