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O Último Azul, filme inédito, abre nesta sexta o Festival de Gramado

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A abertura do tapete vermelho do mais antigo festival de cinema em atividade no Brasil, o Festival de Gramado, acontece nesta sexta-feira, na cidade da Serra Gaúcha.

Durante 10 dias de programação, até o dia  23 de agosto, a edição de número 53 do  Festival  vai exibir curtas e longas-metragens inéditos 

Este ano, os 74 filmes selecionados apresentam um panorama abrangente do audiovisual brasileiro, ibero-americano e gaúcho, unindo nomes conhecidos a novos promissores.

A cerimônia de abertura oficial do Festival terá a exibição do longa “O Último Azul”, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro. Inédito no Brasil, o longa levou o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano.

Marcos Santuario, um dos curadores do Festival, explica que  seis filmes inéditos vão competir pelo Troféu Kikito na principal mostra de longas-metragens brasileiros.

A equipe da curadoria escolheu, entre 300 filmes, aqueles que trazem diversidade de narrativas e origens, destaca Marcos Santuário.

Este ano, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo será homenageada com  o Troféu Oscarito e o ator Rodrigo Santoro vai receber o Kikito de Cristal, que celebra carreiras internacionais.

A entrega dos Kikitos aos vencedores das mostras acontece no último dia do Festival. A programação completa o ouvinte confere no site http://festivaldecinemadegramado.com.


Fonte: EBC Cultura

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Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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