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Município investe em inovação tecnológica para ampliar cuidados em saúde

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O Telessaúde e a Telemedicina já são realidade em Sorriso. Em execução desde o mês de julho, a tecnologia será utilizada como um eixo estruturante da Rede de Atenção à Saúde (RAS), oferecendo soluções e serviços de teleassistência, telediagnóstico e educação digital. A estrutura recebeu o nome de Centro de Inovação e Transformação Digital da Saúde de Sorriso (CITS), onde abriga a equipe responsável por coordenar e executar os serviços.

Com a modernização tecnológica, o Município pretende integrar o atendimento remoto aos fluxos assistenciais, reduzir desigualdades de acesso e melhorar a comunicação entre a atenção primária, especializada e hospitalar. Até 2028, a meta nacional é consolidar a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como plataforma de inovação e informação para todo o Brasil.

A palavra-chave é: democratizar o acesso. Entre os objetivos estão a realização de triagem, teleconsultas de clínica geral e especialidades, exames de eletrocardiograma e teledermatologia, eventos de qualificação profissional e produção de conteúdo de educação digital.

Para ampliar o alcance do projeto, o Município está implantando pontos de teledermatologia e pontos de tele-ECG, este último adquirido por meio de emenda parlamentar. Os equipamentos estão sendo instalados nas unidades de saúde da família, como a do Rota do Sol, Santa Clara, Nova Aliança e Benjamim Raiser, em que a equipe já foi capacitada para a realização dos exames.

Desde a implantação, o serviço já contabiliza 788 teletriagens, 490 teleconsultas com médicos de família e comunidade e 10 ações de Educação Digital. Foram instalados cinco pontos de telediagnóstico em ECG, que possibilitaram a realização de 712 exames com emissão de laudo. Além disso, ocorreram 14 capacitações voltadas ao uso dos serviços de telessaúde, formando 201 profissionais aptos em tele-ECG. De acordo com o coordenador do CITS, enfermeiro Valdelírio Venutes, a iniciativa tem como meta eliminar a demanda reprimida, que, no início de julho, ultrapassava 2 mil exames aguardando na regulação.

“É importante ressaltar que, quando a USF tem o aparelho disponível, não é mais necessário aguardar na fila para realizar um exame, a própria equipe já realiza o procedimento ali mesmo, em menos de dois minutos, para os casos de urgência. Exames eletivos são laudados pelos cardiologistas em até 2 horas. Outro avanço importante está na entrega dos resultados, que são enviados via arquivo PDF, gerando menos papel, mais qualidade e conforto aos pacientes”, pontua.

Devido à alta demanda de atendimentos e filas para procedimentos como ECG e dermatologia, os serviços iniciaram na região do Rota do Sol. Atualmente, a unidade de saúde supera o número de pacientes recomendado por equipe de Estratégia Saúde da Família.

“Com essa iniciativa, conseguiremos aproximar ainda mais a população dos serviços de saúde, reduzir o tempo de espera para consultas e exames e melhorar a comunicação entre as redes. É um passo importante para modernizar nosso sistema e oferecer assistência médica, sem que o paciente precise se deslocar para outras unidades”, destaca o secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani.

O plano de trabalho é alinhado ao Programa SUS Digital, do Ministério da Saúde, que busca promover a transformação digital no atendimento à população e integrar tecnologia à rotina dos serviços, além de fortalecer a integralidade, a equidade no atendimento e aumentar a qualidade da gestão em saúde, promovendo uma verdadeira transformação digital, como frisa o gestor da saúde.

Vanio pontua que a expansão da tecnologia será feita de forma gradual, alcançando todos os bairros do Município.

“Estamos trabalhando para que todos tenham acesso a esses recursos. A modernização dos atendimentos vem substituindo práticas antigas por tecnologias mais eficientes, promovendo uma nova cultura organizacional baseada na inovação e em soluções diferenciadas para o cuidado em saúde”, conclui.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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