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PF prende estadunidense com 32 kg de haxixe e três nigerianos que transportavam droga no estômago

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Guarulhos/SP. A Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, entre a tarde da quinta-feira (4/9) e manhã de hoje (5/9), prendeu quatro indivíduos por tráfico internacional de drogas em duas operações distintas. A primeira resultou na apreensão de 32 kg de haxixe e a segunda na prisão de três nigerianos que transportavam cocaína no estômago.

Na quinta-feira (4/9), após um voo procedente de Los Angeles, nos Estados Unidos, duas malas abandonadas por um passageiro foram inspecionadas de forma indireta, com aparelho de raios-x e ficou evidenciada a existência de material orgânico. A partir disso, as malas foram apresentadas à PF para análise pericial, que resultou na apreensão de 32 kg de haxixe.

O proprietário da bagagem, um estadunidense de 57 anos, foi identificado e seus dados incluídos nos sistemas de alerta da PF. No decorrer do dia, o suspeito foi localizado quando tentava realizar o check-in para retornar ao seu país e foi preso em flagrante pelos policiais federais. Ele será apresentado à Justiça Federal e poderá responder pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Na madrugada desta sexta-feira (5/9), durante a fiscalização de rotina no controle migratório, policiais federais entrevistaram três passageiros que pretendiam embarcar em um voo com destino a Lagos, na Nigéria e conexão posterior para Adis Abeba, na Etiópia.

Os três indivíduos, todos de nacionalidade nigeriana e com histórico de saídas frequentes do país, confessaram que transportavam cápsulas de cocaína dentro de seus estômagos. Por conta do risco de morte, os homens foram levados ao Hospital Geral de Guarulhos, onde permanecerão sob custódia da Polícia Penal do Estado de São Paulo até receberem alta médica. Eles serão, em seguida, apresentados à Justiça Federal, onde responderão pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo
Delegacia Especial no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos
Tel.: (11) 2445-2212

Fonte: Polícia Federal

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Brasil proíbe produção e venda de ‘foie gras’, feito por alimentação forçada

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O Brasil proibiu a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. A medida foi oficializada pela Lei 15.475, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. A lei entra em vigor em 180 dias.

A nova legislação atinge principalmente o foie gras, produto da culinária francesa feito a partir do fígado de patos e gansos submetidos ao método conhecido como gavage. A técnica consiste na introdução de um tubo na garganta da ave para forçar a ingestão de grandes quantidades de alimento, provocando o aumento anormal do fígado. A proibição vale tanto para produtos in natura quanto industrializados. 

A lei tem origem no Projeto de Lei (PL) 90/2020, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O texto foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado em 2022 e confirmado pela Câmara dos Deputados em abril deste ano.

Ao defender a proposta, Girão classificou a prática como cruel. “Essa tortura cruel é imposta sobre a criação de animais. Aqui eu falo especificamente de patos e gansos, mas pode valer para outros animais. Com essa ingestão forçada, o fígado incha rapidamente, podendo crescer até 12 vezes, causando uma doença pelo acúmulo de gordura e, claro, muito sofrimento ao animal”, afirmou.

A norma define alimentação forçada como qualquer método mecânico ou manual que obrigue o animal a ingerir alimentos ou suplementos acima do seu limite natural de saciedade, por meio de instrumentos introduzidos na garganta, esôfago, papo ou estômago.

Quem descumprir a lei estará sujeito às penas previstas na Lei de Crimes Ambientais, com detenção de três meses a um ano, além de multa. Também poderão ser aplicadas sanções administrativas, como apreensão de animais e produtos, suspensão da fabricação e da venda, embargo de atividades e inutilização dos produtos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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