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Vereadora Michelly Alencar participa de agenda com estudantes em Campo Verde a convite do movimento AgroLigadas

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A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) esteve, na primeira semana de setembro, em Campo Verde (MT), participando de uma agenda de eventos junto ao movimento AgroLigadas.

A parlamentar e integrantes do projeto, que reúne mulheres ligadas ao setor agropecuário e desenvolve ações de capacitação, palestras, dias de campo e iniciativas educativas em escolas, com o objetivo de aproximar o campo da cidade e estimular práticas sustentáveis no setor, acompanharam estudantes do sexto, oitavo e nono anos de escolas da capital em uma atividade de campo, na qual vivenciaram de perto a rotina do agronegócio. A visita foi realizada na Fazenda Pirassununga, referência na produção de algodão no estado. O movimento AgroLigadas articula, junto à vereadora, a expansão do projeto para escolas municipais de Cuiabá.

Durante a programação, os alunos conheceram todo o ciclo do algodão, desde o cultivo e a colheita até as etapas de beneficiamento e fiação para exportação. Também participaram de palestras com produtores rurais, que compartilharam experiências sobre o dia a dia no campo e a importância do setor para a economia mato-grossense.

Michelly destacou que acompanha há muito tempo o trabalho do movimento e ressaltou o valor educacional da iniciativa: “Foi uma experiência única. As crianças conheceram a lavoura, acompanharam a colheita, andaram nas colheitadeiras e, depois, observaram o processo industrial. Esse contato direto com o agronegócio desperta nelas o interesse e a compreensão sobre a importância do setor para o futuro de Mato Grosso. Nossa meta é expandir esse projeto também para as escolas municipais de Cuiabá, para que mais alunos possam viver essa experiência”, afirmou a vereadora.

O movimento AgroLigadas, fundado e presidido por Geni Caline Schenkel, reúne cerca de 5 mil mulheres ligadas ao agronegócio e está presente há oito anos em Mato Grosso e em outros cinco estados brasileiros. O objetivo é conectar o campo à cidade por meio da comunicação e da educação, promovendo conhecimento e respeito pela terra.

Para Geni Schenkel, a presença da vereadora fortalece o propósito da iniciativa.

“É muito importante ver representantes políticos valorizando o nosso trabalho. Sabemos que a vereadora Michelly vai levar essas informações e apoiar a expansão das atividades. A nossa ideia é, junto com ela, levar a proposta também para os alunos das escolas municipais da capital e do estado. Esse é o caminho para aproximar cada vez mais os jovens do agro”, destacou.

Produção recorde em Mato Grosso

O agronegócio brasileiro tem ampliado a produção de algodão, com destaque para Mato Grosso, que lidera o ranking nacional. O estado alcançou 6,4 milhões de toneladas de algodão em caroço na safra 2023/2024, registrando crescimento de 21,57% na área cultivada. A expectativa do IMEA é que, em 2025, Mato Grosso atinja um novo recorde, com projeção de 6,42 milhões de toneladas.

De acordo com o agricultor José Carlos Dolphino, a média de produtividade chega a 300 arrobas por hectare, consolidando Mato Grosso como o principal polo algodoeiro do país.

Na Fazenda Pirassununga, em período de safra, o trabalho é intenso: a colheita se estende das primeiras horas da manhã até às 23h, resultando na produção de cerca de 30 rolos de algodão por dia, sempre priorizando a qualidade do produto.

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Cuiabá

Professores da rede municipal vivenciam desafios da deficiência visual em formação inédita

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A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu, nesta sexta-feira (11), o terceiro encontro de um ciclo de formação voltado aos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e atendem estudantes com deficiência visual na rede municipal de ensino. A iniciativa reúniu profissionais de 48 unidades educacionais, responsáveis pelo atendimento de 55 alunos com baixa visão ou cegueira e nove estudantes com visão monocular. A formação foi realizada em parceria com o Instituto dos Cegos, em Cuiabá.

Pela primeira vez, a formação aconteceu diretamente dentro de uma instituição especializada. A proposta é proporcionar aos professores uma experiência prática sobre os desafios, as possibilidades e os recursos necessários para garantir a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com deficiência visual.

Promovida pela Diretoria de Ensino, por meio da Coordenadoria de Educação Especial, a formação conta com cinco encontros. Dois aconteceram em agosto, dois acontecem em setembro e o último será realizado em outubro, no Instituto dos Cegos. O objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais e ampliar as estratégias pedagógicas utilizadas no atendimento aos estudantes.

“É a primeira vez que a SME realiza uma formação com essa magnitude e com uma imersão prática. É um cuidado desta gestão. Em outras gestões, foram promovidas palestras sobre deficiência visual no âmbito geral”, destacou a coordenadora de Educação Especial da SME, professora Neuraides Ribeiro.

As atividades são realizadas nos períodos matutino, das 7h30 às 11h, e vespertino, das 13h30 às 17h, respeitando o horário de hora-atividade dos profissionais. O Instituto dos Cegos possui estrutura adaptada e experiência no atendimento de pessoas com deficiência visual, desde a estimulação precoce e a Educação Infantil até as demais etapas da vida escolar e o atendimento de adultos.

Durante a formação, os professores conhecem recursos e situações presentes no cotidiano das pessoas com deficiência visual e aprendem como adaptações no ambiente, nos materiais e nas metodologias podem favorecer a autonomia e a independência.

“A proposta também busca provocar uma mudança de olhar sobre a deficiência visual. O fato de uma criança não enxergar não significa que ela tenha sua capacidade cognitiva comprometida. Quando não há uma deficiência intelectual associada, uma das principais barreiras para a aprendizagem pode estar justamente na forma como o conteúdo é apresentado”, ressaltou Neuraides.

Nesse contexto, os profissionais são orientados sobre o uso de materiais táteis, recursos concretos, relevo, Braille, tecnologias assistivas e outras estratégias pedagógicas. A formação também aborda orientação e mobilidade, incluindo o uso da bengala e sua importância para a autonomia.

“Ao levar os profissionais para dentro de um ambiente especializado, a Secretaria busca aproximá-los das experiências vivenciadas diariamente pelos estudantes. A intenção é que esse conhecimento seja levado posteriormente para as escolas da rede municipal, contribuindo para que os professores possam adaptar as atividades e materiais e até a organização dos espaços disponíveis nas unidades”, explicou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.

Cinco encontros

Nesta sexta-feira (11), o encontro aborda Alfabetização do Sistema Braille, Noções Gerais. No dia 25, será trabalhada Estimulação Precoce e Educação Infantil. O ciclo será encerrado em 2 de outubro, com oficinas práticas.

Os temas Orientação e Mobilidade, Vivência de Orientação e Mobilidade e Pré-Braille foram tratados nos dois primeiros encontros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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