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36ª Bienal de São Paulo abre suas portas neste sábado, no Ibirapuera

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A 36ª Bienal de São Paulo abre suas portas neste sábado, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, na capital paulista.

Com entrada gratuita, a exposição conta com obras de 125 artistas e coletivos. Shows, performances e encontros animam a programação pública desde o primeiro fim de semana.

Esta edição da maior bienal de arte da América Latina se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo. Um dos curadores da bienal, Thiago de Paula, explica que o evento deste ano tem a escuta ativa, o encontro, a negociação e o respeito como fundamentos inspiradores das práticas artísticas.

Quem visitar a 36ª Bienal de São Paulo vai fazer uma espécie de travessia. Por um estuário onde vozes, memórias e gestos vindos de diferentes margens se encontram e se transformam, o co-curador Thiago de Paula, destaca que para isso foram convidados artistas de diversas localidades do Brasil e do mundo..

Até 11 de janeiro, quem for à Bienal vai poder conhecer trabalhos como a da artista Theresah Ankomah, de Acra, capital de Gana, na África, que cobriu com centenas de tiras de folhas de palmeira trançadas a fachada do Pavilhão para esta edição.

A programação completa da Bienal de São Paulo o ouvinte confere no site 36.bienal.org.br/


Fonte: EBC Cultura

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Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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