Cultura
Brasileiros realizam mais uma edição de evento cultural na França
Cultura
Mais de 150 artistas fazem mais um momento de celebração do Ano do Brasil na França, que desde maio passado tem realizado uma série de ações no país europeu para celebrar os 200 anos de relações diplomáticas bilaterais. Dessa vez, a festa será na cidade francesa de Montrouge, localizada a pouco mais de 6km do centro de Paris. 

Neste sábado e domingo, acontece mais uma edição do Odoyá France. Com programação totalmente gratuita, com várias manifestações da cultura brasileira. Estão previstos também cortejos a partir do meio dia, como explica o cantor Tom da Bahia, que também é organizador do evento:
“Nós vamos fazer uma caminhada de 300 metros naquele swing maravilhoso até o Parque Jean Loup Metton. 300 metros de cortejo! Vamos chegar aqui, vai ter uma praia artificial de 5.000 metros quadrados de área toda reservada e preservada para o Brasil. Vamos ter o nosso palco lindo, maravilhoso, onde vai ter a nossa apresentação. Tudo gratuito, capoeira, batucada, dança afro, dança samba, show ao vivo, DJ…”.
No sábado, a programação segue até as 23h e, no domingo até as 19h, horário local. A Associação Cultural Brasileira Odoyá France, que promove o evento, tem a expectativa de reunir 30 mil pessoas entre brasileiros, franceses e turistas. O cantor baiano Del Feliz vai levar um recorte muito brasileiro para a festa, o forró. Ele se apresenta no domingo
“E a gente vai estar vivendo um momento muito especial, convidar toda a comunidade brasileira para a gente fazer uma super festa. Associação Odoyá faz uma festa lindíssima do 7 de setembro. Aqui tem um desfile de cultura, de muita música, de muita alegria, um dia simbólico para a gente celebrar o Brasil”.
O Ano do Brasil-França e França-Brasil já aconteceu em outras duas oportunidades: em 2005, foi a cena artística brasileira em terras francesas; e, em 2009, o país europeu trouxe sua diversidade cultural aqui para o Brasil. Este ano, na sua terceira edição, cerca de 50 cidades francesas recebem, entre maio e dezembro, uma programação que inclui um recorte da nossa música, artes visuais, cinema e gastronomia.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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