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Krenak apresenta vida e obra em exposição inédita na capital paulista

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Um dos nomes mais influentes do pensamento indígena e socioambiental brasileiro, Ailton Krenak, está com sua vida e obra em uma exposição inédita na capital paulista.

Em cartaz no Itaú Cultural, a mostra é batizada de Men am-ním, que significa “Ocupação” na língua do povo Krenak e celebra a trajetória do escritor, líder indígena e pensador mineiro Ailton Krenak, de 71 anos.

A exposição reúne um acervo de mais de 90 peças, com documentos, manuscritos, depoimentos e registros de uma vida voltada a repensar a relação entre sociedade, natureza e espiritualidade, como explica o próprio Ailton Krenak.

“Uma mostra do pensamento que me inspirou até agora a acreditar que os povos indígenas têm as suas profundas raízes aqui nesse nosso continente e que precisam ser respeitados na sua singularidade, na diversidade linguística, na perspectiva de mundo.”
A mostra segue desde o  nascimento de Ailton em 1953, em Itabirinha, Minas Gerais,  até a consagração dele como escritor, ativista, poeta e primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

O ativismo de Ailton Krenak é um dos pilares da exposição, com vídeos históricos que narram a articulação dos povos indígenas e o icônico discurso na Assembleia Nacional Constituinte de 1987, quando ele protestou com o rosto pintado de jenipapo.

Com entrada gratuita, a exposição Men am-ním Ailton Krenak fica em cartaz no Itaú Cultural até 23 de novembro.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi


Fonte: EBC Cultura

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Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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