Cuiabá
Câmara realiza mês de ações voltadas ao Setembro Amarelo
Cuiabá
Thalita Queiroz | SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá 
A Câmara Municipal de Cuiabá, em uma ação conjunta com a Sala da Mulher, vai realizar, durante este mês, uma série de atividades voltadas à campanha de conscientização e combate ao suicídio, o Setembro Amarelo. As ações, que incluem plantões psicológicos e rodas de conversa com profissionais da área de saúde mental, têm por objetivo elucidar um tema que, apesar de ser mais abordado atualmente, ainda enfrenta tabus.
As atividades terão início nesta quarta-feira (10), com um encontro com a psicóloga Manayra Lemes, às 9h, no Plenarinho. O tema “Setembro Amarelo e a Valorização da Vida: Um Compromisso Coletivo” será abordado pela profissional e debatido entre os presentes. 
Já o Plantão Psicológico: Falar faz bem, acontece daqui a duas semanas, no sábado (20). A ação funciona como um momento de acolhimento e escuta psicológica, numa parceria com clínicas de psicoterapia, a partir das 8h, no Parque das Águas.
Dos dias 22 a 26, ocorre também o plantão “Ouvir para Cuidar” a todos os servidores da Casa. A atividade acontece no ambulatório da Câmara Municipal de Cuiabá, das 13h às 17h, em que os colaboradores do Legislativo encontrarão profissionais de saúde mental para uma escuta psicológica gratuita.
A coordenadora da Sala da Mulher, Maíra Scardelai, destaca a importância da programação especial promovida pela Câmara de Cuiabá durante o mês. Segundo ela, trata-se de um dos períodos mais relevantes do ano por tratar da prevenção ao suicídio, e a Casa Legislativa está focada em promover escuta tanto para servidores quanto para a população em geral. 
“A programação conta com rodas de conversa abertas momentos religiosos com a ação ‘Escuta no Parque, no Parque das Águas, com dez psicólogos de plantão, além de uma semana voltada exclusivamente aos servidores, em parceria com a Unic, oferecendo atendimento terapêutico gratuito”, pontuou. 
 Maíra ainda reforça que a programação é uma iniciativa da presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), que tem fomentado ações que ampliam o acesso à saúde mental.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Ponte do Boa Esperança chega a 75% e entra na reta final com instalação das vigas
A reconstrução da ponte sobre o Córrego Fundo, no bairro Boa Esperança, atingiu cerca de 75% de execução e entrou em uma etapa decisiva. Com a infraestrutura e a mesoestrutura concluídas, as equipes da Prefeitura de Cuiabá avançam para a instalação das vigas pré-moldadas e da pré-laje. A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras é concluir todos os serviços, incluindo a pavimentação dos acessos, a sinalização e a liberação definitiva ao tráfego, nos próximos 45 dias.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, vistoriou a obra nesta sexta-feira (11) e destacou que a etapa mais pesada e complexa da reconstrução, que envolveu a infraestrutura e a execução da cortina de contenção, já foi concluída. Segundo ele, as vigas principais estão prontas e as próximas fases compreendem o lançamento dessas estruturas, a instalação das pré-lajes e das armaduras, a concretagem da laje e, posteriormente, a pavimentação asfáltica.
A intervenção direta e urgente da Prefeitura tornou-se necessária depois que a estrutura antiga apresentou graves problemas estruturais, com risco de desabamento. A ponte é responsável pela ligação entre o bairro Boa Esperança e a Avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida como Avenida do Moinho.
Nesta fase, também foi finalizado o aterro de uma das cabeceiras até a altura do pilar de sustentação. A preparação permitirá que as vigas, já disponíveis no canteiro de obras, sejam posicionadas com o auxílio de uma escavadeira hidráulica. Na sequência, serão instaladas as peças da pré-laje e montada a ferragem da laje superior.
O engenheiro Marco Farias, responsável pela reconstrução, explica que a pré-laje funciona como um forro de concreto pré-moldado colocado sobre as vigas. As peças foram produzidas no próprio local e dispensam a montagem de escoramentos, medida que contribui para dar continuidade ao serviço com mais agilidade. Sobre essa estrutura será construída a laje de rolamento, por onde passarão os veículos.
A laje terá 20 centímetros de espessura e, depois da concretagem, deverá permanecer entre 10 e 14 dias em processo de cura, período necessário para que o concreto adquira resistência antes da abertura ao tráfego. Durante esse intervalo, as equipes trabalharão nos serviços complementares, como a ligação da ponte com as cabeceiras, a execução da pista de rolamento, dos meios-fios, das sarjetas e dos acabamentos.
Ao comentar os questionamentos relacionados ao prazo de execução, Edson Brasil explicou que a construção de uma ponte envolve serviços de certa complexidade e que boa parte da etapa inicial ocorre abaixo do nível do solo, o que dificulta a percepção do avanço dos trabalhos pela população. O secretário ressaltou ainda que, diante da necessidade de interdição imediata, a Prefeitura assumiu diretamente a reconstrução, mobilizando equipes, equipamentos e conhecimento técnico próprios, sem depender do prazo exigido por um processo tradicional de contratação.
A ocorrência que comprometeu parte da estrutura foi registrada em 4 de março, e a reconstrução começou em junho. Segundo Marco Farias, uma das etapas mais complexas foi a execução da fundação dentro da água, trabalho que se estendeu até 26 de junho e interferiu no cronograma inicialmente previsto. “Não é tão simples construir uma ponte de concreto em 90 dias. Daqui para a frente, não prevemos problemas com chuva ou falta de material”, afirmou.
Para reforçar a segurança, a parte danificada está sendo refeita com estacas metálicas cravadas a 12 metros de profundidade e interligadas por uma base de concreto, solução diferente da fundação superficial existente anteriormente. Antes da reabertura, a estrutura será inspecionada e submetida a testes com caminhões carregados da própria Secretaria. A pista foi projetada para suportar veículos de até 60 toneladas.
De acordo com o engenheiro, a parte reconstruída poderá alcançar vida útil mínima estimada entre 40 e 50 anos, desde que receba manutenção adequada e não seja submetida a interferências anormais. Após a conclusão das etapas estruturais, dos acessos e da sinalização, a ponte será definitivamente liberada ao tráfego, restabelecendo a ligação direta entre o bairro Boa Esperança e a Avenida do Moinho.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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