Cultura
Festa do Imigrante celebra diversidade cultural no fim de semana em SP
Cultura
Neste fim de semana, o Museu da Imigração, na região central da capital paulista, recebe a Festa do Imigrante, que celebra a diversidade cultural com a participação de comunidades de 43 países em atrações musicais, artísticas e gastronômicas.

A sede do Museu da Imigração fica no prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, que foi inaugurada em 1887 e funcionou por quase 100 anos, acolhendo imigrantes vindos de outros países e depois de outros estados do Brasil.
A diretora-executiva do Museu da Imigração, Alessandra Almeida, fala sobre a importância de a festa acontecer num local de história e memória da imigração:
“Sessenta e sete nacionalidades e regiões foram acolhidas dentro desse local, né? Foram mais de 3,5 milhões de imigrantes nacionais e internacionais. Então, realizar a Festa do Imigrante, conseguir trazer todas essas comunidades para dentro desse espaço novamente, entender aquele local como uma casa de memória mesmo, mas uma casa também de discussão, de um local para você refletir.”
Ao longo de dois dias, o evento reúne migrantes, refugiados e descendentes de várias nacionalidades. A programação traz oficinas de dança, como a rumba catalana e o k-pop coreano, de artesanato, como bordado palestino e a caligrafia armênia e de gastronomia, como as arepas venezuelanas e os biscoitos alemães.
A diretora-executiva do Museu da Imigração, Alessandra Almeida, destaca as atrações musicais:
“O palco vai estar recebendo 33 apresentações de música e dança de muitos países, então é um local mesmo de celebração dessas múltiplas culturas que nós temos na cidade de São Paulo.”
Ingressos
A Festa do Imigrante acontece neste sábado (27) e domingo (28), das 9h30 às 18h. A entrada é gratuita: basta levar 1 kg de alimento não perecível, exceto o sal. As doações serão destinadas ao Arsenal da Esperança, centro de acolhimento na cidade de São Paulo. Programação completa no site museudamigracao.org.br.
Cultura
Festa Literária Internacional de Paraty vai até próximo domingo
Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.
Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.
“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.
Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.
A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.
“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.
Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.
“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.
A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.
Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.
A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.
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