Cultura
2º edição da Festa do Beiradão ocorre em Manaus nesta sexta-feira (3)
Cultura
Música, memória e valorização da identidade cultural do Amazonas. É assim que o amazonense vai comemorar hoje (3) o Dia do Beiradão. A data criada por lei estadual terá uma segunda edição realizada no Largo de São Sebastião em Manaus a partir das 18h com extensa programação. Trata-se de um reconhecimento e fortalecimento do gênero musical que representa o coração ribeirinho do Amazonas.

E afinal, o que é o Beiradão? Na década de 1970, nas cidades localizadas às margens dos rios amazônicos, as comunidades e músicos se reuniam para promover festas. Ao longo do tempo, esses eventos foram ficando conhecidos e receberam o nome de Beiradão, que se transformou em uma marca cultural do Estado. Caracterizado pelo som marcante do saxofone e da guitarra elétrica, o Beiradão incorporou referências de diferentes gêneros, latino-americano e caribenhos, como salsa, cumbia, merengue, calipso e até mesmo a lambada, criando uma sonoridade única.
Nos anos 1980, o estilo alcançou o seu ponto mais alto de popularidade, consolidando-se como um dos símbolos da música produzida no Amazonas. Mais do que um gênero, o Beiradão se tornou expressão de identidade, memória coletiva e resistência cultural, representando as festas, a alegria e a diversidade do povo amazônico.
Hoje a festa do Beiradão vai contar com um diverso elenco artístico reunindo nomes que vão da velha guarda até novos talentos da música regional. A primeira edição em 2024 já havia reunido centenas de pessoas em uma celebração histórica do gênero.
Agora oficializado por lei o dia do Beiradão reafirma o compromisso com a cultura local e da visibilidade a um estilo que é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Amazonas desde 2023 que reflete a alma musical ribeirinha.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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