Mato Grosso
Atletas e técnico do programa de bolsas do Governo de MT são convocados para Surdolimpíadas de Verão no Japão
Mato Grosso
Quatro bolsistas do programa Olimpus MT, que é mantido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), foram convocados para as Surdolimpíadas de Verão 2025 (Deaflympics 2025). O técnico de judô, Vinicius Vilela, e os atletas Pedro Dantas (judô), Williams Pereira (Karatê) e Marcos Paulo (Futsal) competem no evento, que ocorre de 15 a 26 de novembro, em Tóquio, no Japão.
Nessa terça-feira (4.11), o secretário da Secel, David Moura, fez a entrega do uniforme que a delegação mato-grossense usará durante a competição internacional.
“Agradecemos ao governador Mauro Mendes, por todo incentivo ao esporte mato-grossense, e à primeira dama, Virgínia Mendes, que abraçou a causa da inclusão de pessoas com deficiência no esporte. Parabéns aos nossos representantes de Mato Grosso, temos muito orgulho por essas convocações e ficamos na torcida pelas medalhas”, destacou David.
Com cerca de 6 mil participantes de mais de 70 países, em 21 modalidades esportivas, a competição visa promover a inclusão e a igualdade por meio do esporte, celebrando a diversidade e o talento de atletas surdos de todo o mundo. A edição de 2025 celebra o centenário das Surdolimpíadas, criadas em 1924, em Paris.
Conhecido como Big, o treinador Vinicius Vilela, foi convocado para integrar a comissão técnica da seleção brasileira de judô. Big é bolsista do Olimpus MT, na categoria Técnico Internacional e tem trajetória como atleta, árbitro e treinador.
Aos 32 anos, Williams Pereira compete na modalidade de karatê pela seleção brasileira de surdos. Bolsista do Olimpus MT, na categoria Internacional, o atleta conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Surdos, em 2024, e o ouro na Surdolimpíada Nacional, em 2023.
Marcos Paulo, que compete pela seleção brasileira de futsal, tem 29 anos, e é também bolsista do programa do Governo de Mato Grosso, na Categoria Internacional. O atleta foi campeão pelo Brasil no Pan-Americano de Futsal de Surdos, em 2024. E, neste ano, também foi convocado para o Mundial de Futsal de Surdos, na Itália.
Já Pedro Dantas, de 22 anos, é atendido pelo Olimpus MT na categoria Nacional. O atleta alcançou a vaga para as Surdolimpíadas após vencer o Campeonato Brasileiro de Judô para Surdos, em 2024.
As convocações foram feitas pela Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) e a participação mato-grossense é coordenada pela Federação Desportiva de Surdos de Mato Grosso (FDSMT).
Durante as Surdolimpíadas, atletas e técnicos estarão uniformizados pelo kit doado pela Secel, que é composto por uniformes para as competições de judô, karatê e futsal, uniformes social e de passeio, agasalho oficial, além de itens de viagem.
A delegação mato-grossense é formada ainda pelos representantes da FDSMT, Andrico Xavier, como delegado de Judô e Karatê, e Priscila Xavier, como delegada de natação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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