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PF e CGINP deflagram operação contra crimes previdenciários

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Belo Horizonte/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (26/11), a Operação Múltiplas Faces, em ação conjunta com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social. As investigações conduzidas pela equipe da Força-Tarefa Previdenciária em Minas Gerais levaram à identificação de indivíduos envolvidos em fraudes contra os cofres da União.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG nos municípios mineiros de Contagem, Timóteo e Córrego Novo.

O grupo criminoso atuava mediante a criação de pessoas fictícias, utilizando documentos de identidade e comprovantes de residência falsificados, com o objetivo de fraudar o INSS. A maior parte das fraudes envolvia a concessão indevida de benefícios assistenciais destinados a idosos de baixa renda.

A partir da descoberta de oito benefícios previdenciários fraudulentos, o trabalho investigativo permitiu identificar os autores do esquema, que poderão responder pelo crime de estelionato qualificado.

O prejuízo causado à União supera R$ 2 milhões. Além disso, a ação policial impediu que mais de 830 mil reais fossem indevidamente pagos, evitando novos danos aos cofres públicos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
@pfminasgerais | (31) 3168-6342 | [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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