Polícia Federal
PF deflagra segunda fase da Operação Metamorfo para combater tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Polícia Federal
Maceió/AL. Nesta quinta-feira, 11/12, a Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar de Alagoas e de Pernambuco, deflagrou a segunda fase da Operação Metamorfo, destinada a desarticular uma rede criminosa envolvida em tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação mobilizou aproximadamente 50 policiais federais e 40 policiais militares para o cumprimento simultâneo de 13 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. Tais medidas cautelares foram expedidas pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital de Maceió/AL, e abrangem alvos estratégicos nos estados de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
As investigações revelaram a atuação de uma organização criminosa cuja liderança seguia comandando atividades ilícitas a partir do sistema prisional e do uso de falsa identidade. Os crimes apurados incluem tráfico de drogas, falsidade ideológica e um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com desdobramentos em ilícitos praticados em diversos estados da federação.
O esquema envolvia a movimentação atípica de vultosos valores por meio de contas bancárias de terceiros, incluindo cônjuges e indivíduos sem vínculo empregatício formal, além da aquisição de imóveis e o uso de empresas de fachada para dissimular a origem ilícita dos recursos.
Diligências da PF indicaram um elevado número de operações suspeitas, evidenciando a vasta rede de operadores financeiros e gerentes de tráfico que compunham a estrutura criminosa, com movimentação de milhões de reais.
Comunicação Social da Polícia Federal em Alagoas
Contato: (82) 3216-6723/6823
E-mail: [email protected]
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.
“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.
Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.
Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.
O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.
Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.
As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.
Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.
“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.
Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.
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