Cultura
Streamings garantem opções de filmes gratuitos para assistir no Natal
Cultura
Neste Natal, tem filme clássico para ver de graça online: La Dolce Vita, A Doce Vida, dirigido por Federico Fellini, numa crítica ao culto das celebridades. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1960, o filme é estrelado por Marcello Mastroianni, que interpreta um jornalista que escreve sobre a elite de Roma, e Anita Ekberg, protagonista de uma das cenas mais icônicas do cinema. A Doce Vida está disponível na plataforma do Sesc Digital até o dia 31 de dezembro.

Outra opção para este feriado é um clássico do cinema nacional: O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, que está disponível online no SP Cine Play, a primeira plataforma de streaming público do país. Lançado em 1968, durante a ditadura militar, o filme é descrito pelo diretor como “um faroeste sobre o terceiro mundo, mas também musical, documentário, policial, comédia e ficção científica. Com Paulo Villaça como protagonista, O Bandido da Luz Vermelha parte de um caso real de um assaltante que usava uma lanterna vermelha enquanto roubava casas de luxo. O filme faz uma sátira da política e do sensacionalismo da imprensa.
E ainda falando em cinema nacional, tem homenagem aos 110 anos de nascimento de um dos maiores nomes do nosso cinema: Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo. Natural de Uberlândia, Minas Gerais, o ator entrou para o circo ainda criança, fez história no teatro, no cinema e na televisão, desafiando o racismo na indústria: foi o primeiro ator negro de projeção nacional. Grande Otelo foi ator, cantor, compositor…um gigante da cultura brasileira.
Do humor ao drama, é possível ver o talento de Grande Otelo em sete filmes estrelados pelo ator na plataforma do Itaú Cultural Play: em “Também Somos Irmãos” de 1949, pioneiro ao falar sobre racismo no cinema nacional; em “Carnaval Atlântida”, chanchada de Carlos Burle, na comédia “Matar ou Correr” de Carlos Manga, nos dramas “Rio, Zona Norte” e “Jubiabá”, ambos dirigidos por Nelson Pereira dos Santos, em “Lúcio Flávio, o passageiro da agonia” de Hector Babenco e no seu papel mais conhecido: “Macunaíma”, de 1969, adaptação do texto de Mário de Andrade dirigida por Joaquim Pedro de Andrade.
As plataformas Sesc Digital, SP Cine Play e Itaú Cultural Play são gratuitas e fornecem a classificação indicativa de cada filme.
Cultura
São Luís sedia 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado
Se a temporada dos festejos juninos acabou, São Luís reforça que a temporada do bumba boi do Maranhão acontece o ano inteiro. Neste sábado (25), a capital maranhense sedia a edição de número 31 do Festival de Boi de Zabumba, que começa às 19h, no Largo da Antiga Barrigudeira, no bairro Monte Castelo.

O festival deste ano presta homenagem ao Boi de Carutapera, fundado em 1965, e à folclorista Therezinha Jansen, que faleceu em 2008. Dona Therezinha foi a primeira mulher a dirigir um grupo de bumba meu boi no Maranhão: o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito, ambos na capital maranhense.
A expectativa é que mais de 15 grupos de bumba boi do estado passem pela festa, entre eles, o Boi Brilho de São João Liberdade 2, anfitrião do evento; Boi da Fé em Deus; Boi da Liberdade; de Guimarães; de Dona Zeca; e o Orgulho de Pinheiro.
Zabumba
Surgido nas fazendas e senzalas da região da Baixada Maranhense ainda no século 18, o sotaque de zabumba é considerado a manifestação mais antiga ligada ao bumba meu boi do Maranhão. Ao longo dos anos, passaram a existir diversos modos de brincar o festejo, conhecidos como sotaques. Entre os mais reconhecidos estão os de matraca, zabumba, baixada, costa de mão e orquestra.
Em 2016, o Festival de Boi de Zabumba foi reconhecido pelo Iphan com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, como manifestação de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Já o bumba meu boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, no Livro das Celebrações. Em 2019, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Em seu livro “Bumba Meu Boi no Maranhão”, o autor Américo Azevedo Neto apresenta características dos grupos de zabumba: “O sotaque de zabumba tem a singularidade em manter os saberes técnicos originais, como a comédia, os personagens, o toque, os cantos e as danças, além da peculiaridade das indumentárias. O ritmo é definido pelas zabumbas rústicas (feitas à mão, de madeira retirada do mangue em data certa, com lua apropriada, seguindo a tradição) arrochadas na corda. Os pandeiros são confeccionados de jenipapo e cobertos com couro. Os brincantes organizam-se nos papéis de amo, indígenas, rajados, vaqueiros, palhaços, pai Francisco, Catirina, assim como o próprio boi.”
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