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Internacionalização da Unemat vai da sala de aula ao “Cinturão do Milho” nos Estados Unidos

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A política de internacionalização da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) provou, entre 2023 e 2025, ser uma via de mão dupla em plena expansão. A Universidade não apenas abriu suas portas para o mundo, recebendo professores, delegações e alunos estrangeiros, mas também projetou seus próprios estudantes e servidores no cenário global.

As ações vão desde a pesquisa científica de ponta e missões diplomáticas até o intercâmbio prático “no chão da fábrica” ou, neste caso, “no coração do ‘Corn Belt’ americano”. O balanço deste período mostra uma instituição conectada e dinâmica.

Américas: Da Estratégia à Prática

Assinatura de contrato entre Unemat e Consulado da Bolívia em Cáceres com representantes da Universidade Autônoma Gabriel René Moreno (UAGRM) Foto: Drielly Monise

O diálogo com as Américas foi um dos pontos altos. No âmbito estratégico, a Unemat participou de reuniões com a Universidade de Minnesota (EUA), em agosto de 2025, e fortaleceu laços com a Universidade Indígena Boliviana (Unibol Guaraní), que enviou o professor Javier Humberto Rodriguez Herrera para o Congresso Intercultural Indígena.

Gabriel Pagnussat Ceconello | Foto: Arquivo Pessoal

Mas foi na mobilidade estudantil que a parceria com os Estados Unidos mostrou seu valor prático. Conforme noticiado em agosto de 2024, o acadêmico de Agronomia de Tangará da Serra, Gabriel Pagnussat Ceconello, realizou um intercâmbio de nove meses em Iowa, no “Cinturão do Milho” (Corn Belt), trabalhando diretamente em uma fazenda de produção de grãos.

Ásia: O Eixo Mais Dinâmico

Vice-Reitor da Suse, Luo Huibo, e a reitora da Unemat, Vera Maquêa | Foto: Deivid Fontes

A Ásia se consolidou como o principal eixo de cooperação. A parceria com a Universidade de Ciência e Engenharia de Sichuan (Suse), da China, floresceu: em 2024, a professora Dan Xu chegou para lecionar mandarim e cursar mestrado na Unemat; em 2025, foi a vez da professora YangYang Hu assumir as aulas do idioma em Sinop.

Mestrandas em Linguística, Dan Xu, Dongquin Deng e Yudie Liu e a professora YangYang Hu | Foto: Deivid Fontes

Os alunos da Unemat também brilharam na China: em junho de 2024, uma equipe de Ciência da Computação de Cáceres (Bruno Ormonde, Ikaro David e Leo Walker) conquistou o 3º lugar na final mundial da Huawei ICT Competition.

Ligorio de Jesus Ximenes | Foto: Deivid Fontes

Fechando o ciclo, em julho de 2025, o pró-reitor substituto de Administração, Valter Gustavo Danzer, foi selecionado para um seminário de gestão na China. Paralelamente, a Unemat consolidou-se como o lar acadêmico para os timorenses, após receber os oito primeiros alunos em 2023, a instituição acolhe atualmente 17 estudantes do país asiático em cursos de graduação e pós-graduação. Um marco dessa parceria ocorreu em outubro de 2025, quando Ligorio de Jesus Ximenes tornou-se o primeiro timorense a obter o título de mestre pela Unemat (Programa de Genética e Melhoramento de Plantas), defendendo uma dissertação focada no melhoramento genético da teca.

Europa e Oceania: Pesquisa e Gestão

As frentes de pesquisa e gestão também avançaram. Em abril de 2023, a bióloga portuguesa Ana Filipa Palmeirim visitou o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais para planejar pesquisas conjuntas no Cerrado e Pantanal.

Reitora Vera Maquêa, embaixadora da República Tcheca Pavla Havrlíkivá, e chefe do Escritório de Representação de MT em Brasília, Leonardo Albuquerque, reunidos em Brasília

Em nível de alta gestão, a reitora Vera Maquêa se reuniu com a embaixadora da República Tcheca em 2025 para discutir parcerias em recursos hídricos e integrou a Missão Internacional da Abruem à Nova Zelândia, visitando oito universidades para fortalecer a cooperação técnico-científica.

A reitora Vera Maquêa e o assessor de Relações Internacionais, Anderson Amaral, sendo recebidos na mais antiga universidade da Nova Zelândia, a Universidade de Otago, localizada em Dunedin

Fonte: Governo MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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