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Nova Superintendente Regional da Polícia Federal toma posse em Pernambuco

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Recife/PE. Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (5/2), a delegada da Polícia Federal Adriana Albuquerque de Vasconcelos tomou posse no cargo de superintendente regional da Polícia Federal em Pernambuco. O evento contou com a presença do diretor-geral substituto da Polícia Federal, William Marcel Murad, além de autoridades, de representantes de instituições parceiras e de servidores da Polícia Federal.

Durante a solenidade, foi assinado o termo de posse e realizada a transmissão dos Princípios Fundamentais da Polícia Federal, ato simbólico que marca o compromisso do dirigente com os valores institucionais do órgão. A nova superintendente sucede o delegado de Polícia Federal Antônio de Pádua Vieira Cavalcanti.

Em seu discurso, o diretor-geral substituto da Polícia Federal destacou sua ligação com Pernambuco – estado de sua primeira lotação na PF – ao qual se referiu como “escola” de sua vida profissional. Sobre a nova superintendente, o diretor-geral apontou que a experiência de Adriana “como gestora em distintas áreas de atuação, desde a chefia de Salgueiro/PE até a Delegacia Regional Executiva – passando por diversas áreas – evidencia a legitimidade para assumir tão importante função, com a plena confiança dos seus pares e da instituição”.

“Hoje, pela primeira vez na história da PF, contamos com três diretoras mulheres e oito superintendentes regionais, um marco que contribui de forma decisiva para os excelentes resultados que temos alcançado. Essa presença feminina qualificada e crescente é fundamental para uma instituição mais diversa, moderna e eficiente”, completou William, frisando o compromisso de fortalecer a liderança feminina na Polícia Federal.

Ao tomar posse, Adriana lembrou, com carinho, sua atuação no combate a crimes ambientais e destacou o papel central da Polícia Federal para a sociedade. “Na Polícia Federal, como costumamos dizer, missão dada é – e precisa continuar sendo – missão cumprida. Falo no melhor sentido do termo: de engajamento e de senso de dever. A atividade policial não é para quem procura conforto. É árdua e, por vezes, penosa; é perigosa e, por vezes, extenuante. Isso nos move e nos motiva a assumir desafios quando convocados. E assim o faço, aceitando agora liderar o efetivo que integro. É desafiador como profissional, mãe e mulher, mas me sinto pronta para assumir a função”, afirmou a delegada.

A nova superintendente assume a função com a missão de implementar as diretrizes estratégicas da Polícia Federal no estado, com foco no enfrentamento ao crime organizado, à ocultação de capitais, aos crimes financeiros, à corrupção, aos crimes ambientais e ao tráfico de drogas e armas, além do aprimoramento dos serviços de polícia administrativa prestados à sociedade.

Pedra Fundamental

Além da posse, a data marcou também o lançamento da Pedra Fundamental da construção da nova sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco. O descerramento da placa no terreno onde será erguida a nova unidade foi realizado pelo diretor-geral substituto, William Marcel Murad; pelo diretor da Amazônia e Meio Ambiente (DAMAZ), Humberto Freire de Barros; pelo diretor de Administração e Logística (DLOG), André Luis Lima Carmo; e pela nova superintendente regional da Polícia Federal em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos.

Coordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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