Cuiabá
Foliões celebram a vida com lazer na Praça da Mandioca e Avenida Mato Grosso
Cuiabá
A segunda-feira (16) de Carnaval foi marcada por momentos de paz, folia e muitas músicas de marchinhas, funk e outros gêneros na Avenida Mato Grosso e também na Praça da Mandioca, considerada um dos pontos culturais da cidade.
A jovem Gabriela Mayer, de apenas 18 anos, mora em Goiânia e veio visitar Cuiabá no período do Carnaval para rever parentes e amigos. Ela elogiou a festa de Carnaval popular realizada pela Prefeitura de Cuiabá. “É uma festa simples, mas cercada de amor e amizade. Vim aqui visitar com minhas amigas. Gosto de ouvir as músicas, dançar e celebrar a vida”, disse.
O morador do bairro Três Barras, Edmilson Almeida, aproveitou a oportunidade do Carnaval para vender cachorros-quentes e hambúrgueres caseiros. “É uma chance que tenho de criar uma renda extra. Têm sido bastante movimentados os dias de Carnaval. Somos tratados com muito carinho e respeito pelos foliões”, revela.
No fim de semana de Carnaval, a Prefeitura de Cuiabá manteve presença ativa na organização dos eventos, com atuação das equipes de mobilidade urbana, reforço na orientação do trânsito e gratuidade no transporte coletivo para facilitar o deslocamento da população. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Saúde realizou ações da campanha “Bora Combinar?”, com orientações preventivas e distribuição de insumos de saúde, fortalecendo o cuidado com a população durante a programação carnavalesca.
A Avenida Mato Grosso uniu o tradicional Bloquinho dos Estudantes e o Bloco do Baguncinha na sexta-feira (13). Com mais de 20 atrações, as festividades do Bloquinho dos coletivos estudantis foram realizadas no sábado, domingo e segunda-feira (14, 15 e 16). Nesta terça-feira (17), a programação na via será encerrada com o Bloco do Baguncinha.
O bairro Araés também foi reduto de manifestação cultural na sexta-feira (13). O Carnaval do Araés reuniu foliões e suas famílias no Centro Comunitário do Araés.
As ruas do Centro Histórico de Cuiabá foram tomadas pelo cortejo cultural do Cordão Carnavalesco Vem Quem Quer, no sábado (14) e na segunda-feira (16). Organizado por coletivos independentes, o evento reuniu foliões e artistas em percurso que saiu da Praça Santos Dumont até a Praça da Mandioca.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Ponte do Boa Esperança chega a 75% e entra na reta final com instalação das vigas
A reconstrução da ponte sobre o Córrego Fundo, no bairro Boa Esperança, atingiu cerca de 75% de execução e entrou em uma etapa decisiva. Com a infraestrutura e a mesoestrutura concluídas, as equipes da Prefeitura de Cuiabá avançam para a instalação das vigas pré-moldadas e da pré-laje. A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras é concluir todos os serviços, incluindo a pavimentação dos acessos, a sinalização e a liberação definitiva ao tráfego, nos próximos 45 dias.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, vistoriou a obra nesta sexta-feira (11) e destacou que a etapa mais pesada e complexa da reconstrução, que envolveu a infraestrutura e a execução da cortina de contenção, já foi concluída. Segundo ele, as vigas principais estão prontas e as próximas fases compreendem o lançamento dessas estruturas, a instalação das pré-lajes e das armaduras, a concretagem da laje e, posteriormente, a pavimentação asfáltica.
A intervenção direta e urgente da Prefeitura tornou-se necessária depois que a estrutura antiga apresentou graves problemas estruturais, com risco de desabamento. A ponte é responsável pela ligação entre o bairro Boa Esperança e a Avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida como Avenida do Moinho.
Nesta fase, também foi finalizado o aterro de uma das cabeceiras até a altura do pilar de sustentação. A preparação permitirá que as vigas, já disponíveis no canteiro de obras, sejam posicionadas com o auxílio de uma escavadeira hidráulica. Na sequência, serão instaladas as peças da pré-laje e montada a ferragem da laje superior.
O engenheiro Marco Farias, responsável pela reconstrução, explica que a pré-laje funciona como um forro de concreto pré-moldado colocado sobre as vigas. As peças foram produzidas no próprio local e dispensam a montagem de escoramentos, medida que contribui para dar continuidade ao serviço com mais agilidade. Sobre essa estrutura será construída a laje de rolamento, por onde passarão os veículos.
A laje terá 20 centímetros de espessura e, depois da concretagem, deverá permanecer entre 10 e 14 dias em processo de cura, período necessário para que o concreto adquira resistência antes da abertura ao tráfego. Durante esse intervalo, as equipes trabalharão nos serviços complementares, como a ligação da ponte com as cabeceiras, a execução da pista de rolamento, dos meios-fios, das sarjetas e dos acabamentos.
Ao comentar os questionamentos relacionados ao prazo de execução, Edson Brasil explicou que a construção de uma ponte envolve serviços de certa complexidade e que boa parte da etapa inicial ocorre abaixo do nível do solo, o que dificulta a percepção do avanço dos trabalhos pela população. O secretário ressaltou ainda que, diante da necessidade de interdição imediata, a Prefeitura assumiu diretamente a reconstrução, mobilizando equipes, equipamentos e conhecimento técnico próprios, sem depender do prazo exigido por um processo tradicional de contratação.
A ocorrência que comprometeu parte da estrutura foi registrada em 4 de março, e a reconstrução começou em junho. Segundo Marco Farias, uma das etapas mais complexas foi a execução da fundação dentro da água, trabalho que se estendeu até 26 de junho e interferiu no cronograma inicialmente previsto. “Não é tão simples construir uma ponte de concreto em 90 dias. Daqui para a frente, não prevemos problemas com chuva ou falta de material”, afirmou.
Para reforçar a segurança, a parte danificada está sendo refeita com estacas metálicas cravadas a 12 metros de profundidade e interligadas por uma base de concreto, solução diferente da fundação superficial existente anteriormente. Antes da reabertura, a estrutura será inspecionada e submetida a testes com caminhões carregados da própria Secretaria. A pista foi projetada para suportar veículos de até 60 toneladas.
De acordo com o engenheiro, a parte reconstruída poderá alcançar vida útil mínima estimada entre 40 e 50 anos, desde que receba manutenção adequada e não seja submetida a interferências anormais. Após a conclusão das etapas estruturais, dos acessos e da sinalização, a ponte será definitivamente liberada ao tráfego, restabelecendo a ligação direta entre o bairro Boa Esperança e a Avenida do Moinho.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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