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Polícia Civil prende suspeito de envolvimento em morte de amigo em quitinete em Cuiabá

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (19.2), um jovem, de 19 anos, suspeito de envolvimento no homicídio de um rapaz, de 18 anos, ocorrido no dia 1ª de fevereiro deste ano, no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá.

O crime ocorreu em uma quitinete localizada na Rua Paranapuã. Três homens encapuzados entraram no local armados e encontraram a vítima, que gritou pela mãe. Os dois foram agredidos com tapas e golpes de coronhadas e a mãe tentou impedir que levassem seu filho.

Durante as agressões, os suspeitos fizeram uma ligação de vídeo e perguntaram se deveriam matar os dois, mas receberam ordem para assassinar somente o rapaz e não a mãe. Em seguida, atiraram várias vezes na cabeça da vítima e fugiram levando o celular da vítima e da mãe.

Investigação

Assim que acionada, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá deu início à investigação do caso. A mãe informou à polícia que o filho havia recebido ameaças de morte e, por isso, fugido para a Bolívia, retornando para Cuiabá em janeiro deste ano. Desde então, passou a receber novas ameaças via pix.

No dia do crime, ele alugou um quarto em um conjunto de quitinetes junto a um amigo, que era a única pessoa, além da mãe, que sabia de sua localização. Esse amigo esteve no local pouco antes do homicídio e disse que sairia para comprar cervejas.

Ele saiu, deixou o portão somente encostado e 40 segundos depois os três suspeitos chegaram e foram diretamente ao quarto em que a vítima estava, no segundo andar. As investigações da DHPP apontam que o amigo entregou a localização da vítima aos suspeitos.

Diante disso, o delegado Bruno Abreu representou pela prisão temporária do suspeito, devido à necessidade da medida para o aprofundamento das investigações. O pedido foi deferido pela Justiça e o mandado foi cumprido na manhã desta quinta-feira (19).

As investigações continuam, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na prática criminosa e a motivação do homicídio.

Fonte: Governo MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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