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Cultura emprega 6 milhões e movimenta cerca de R$ 388 bilhões

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O setor cultural emprega hoje quase 6 milhões de pessoas no país e contribui com aproximadamente R$ 388 bilhões para a economia. O montante equivale a algo próximo de 3% do PIB nacional.

Os dados foram apresentados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, durante a quinta edição dos Diálogos do Sistema de Informações e Indicadores Culturais.

O encontro marcou, neste ano de 2026, a retomada do ciclo de debates promovido pelo Ministério da Cultura, o Minc.

O pesquisador e especialista em estatísticas do IBGE, Leonardo Athias, detalhou o estudo sobre emprego, empresas, renda e consumo cultural, a partir do Cadastro Central de Empresas do instituto.

De acordo com o levantamento, o Brasil contabilizava, em 2022, mais de 640 mil organizações culturais formalmente constituídas. Essas instituições empregavam 2,6 milhões de pessoas, sendo 1,7 milhão assalariadas. A massa salarial do setor superou R$ 102 bilhões, com remuneração média mensal de R$ 4.658 – valor superior à média nacional.

Leonardo Athias destaca a relevância econômica da cultura frente ao PIB brasileiro.

“É um estimado de R$ 388 bilhões pra economia nacional. Esse recorte, se você fizer uma conta de padeiro, até chegaria a perto de 3% do PIB, como uma série de atividades direta e indiretamente ligadas”.

O pesquisador explicou que o recorte do estudo vai além de uma visão restrita da cultura, ao incluir também atividades diretas e indiretas, como fabricação de mídias, equipamentos audiovisuais e outros serviços associados. Com essa delimitação, o setor cultural representa 6,8% do total de empresas do país e 4,2% do pessoal ocupado formalmente, demonstrando o tamanho da capilaridade na economia brasileira.

A secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, ressaltou a importância da consolidação do sistema de informações, que exige compromisso institucional, e alertou para a falta de continuidade na mensuração das estatísticas sobre a cultura no Brasil.

“As questões também do IBGE, em termos da produção de pesquisa para o campo da cultura, são muito descontinuidades. E são muito sazonais. Isso não nos ajuda nesse debate. Acho que, sem essa compreensão dos números a gente não avança em nada. Faremos sempre ações de achismo, de subjetividade… a gente precisa de uma gestão por evidências”.

Os Diálogos do Sistema de Informações e Indicadores Culturais são encontros mensais dedicados ao debate de pesquisas sobre o setor cultural. O objetivo é fortalecer o uso de dados na formulação e no acompanhamento das políticas culturais, ampliando a capacidade de planejamento e gestão do Ministério da Cultura.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Literatura indígena ganha destaque na Flip 2026

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A´UWÊ,  A´UWÊ,  A´UWÊ!  VIVA MARIA se vale desta saudação indígena que significa  povo verdadeiro ou gente de carne e osso para saudar a presença indigena na Flip 2026. Falo de  Daniel Munduruku e Jama Wapichana que juntos participam desta nossa edição de hoje! Sejam muito bem-vindos! 

 Daniel Munduruku e Jama Wapichana participam do Café literário, cujo  tema trata das “Cosmologias da palavra: literatura como memória e futuro”. No evento  Daniel Munduruku e Jama Wapichana prometem  refletir sobre a literatura como espaço de transmissão de saberes, preservação da memória e construção de futuros. A partir das narrativas indígenas, o Café literário vai abordar a força da palavra como forma de resistência cultural e de afirmação de identidades no mundo contemporâneo.

Serviço : dia 26/07 – domingo – às 11h.
Sobre os palestrantes:

Daniel Munduruku (SP) – Escritor indígena, educador e ativista cultural. Autor de mais de 60 livros, é uma das principais referências da literatura indígena no Brasil, com atuação decisiva na valorização das narrativas originárias e na formação de novos leitores.

Jama Wapichana (RR) – Escritor, músico e contador de histórias do povo Wapichana. Desenvolve trabalhos de literatura indígena voltados à infância e juventude, valorizando as cosmologias e saberes de seu povo por meio da palavra escrita e da oralidade.refletem sobre a literatura como espaço de transmissão de saberes, preservação da memória e construção de futuros. A partir das narrativas indígenas, a mesa aborda a força da palavra como forma de resistência cultural e de afirmação de identidades no mundo contemporâneo.


Fonte: EBC Cultura

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