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Começa nesta sexta, 6, a Mostra Internacional de Teatro de SP; confira

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Começa, nesta sexta-feira, 6, a 11ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, que acontece em diversos teatros e espaços culturais da cidade. O evento reúne espetáculos nacionais e internacionais, oficinas, mesas de debate e atividades de formação.

São dez dias de programação, que começam com o espetáculo “História da Violência”, dirigido pelo alemão Thomas Ostermeier, que também está à frente de “Quem matou meu pai”, ambas adaptações de obras do escritor francês Édouard Louis. Figuram ainda, entre as apresentações internacionais, produções da Palestina, da República do Congo, do Canadá e da França.

Dentro do evento, acontece a MITbr, plataforma focada na circulação dos espetáculos nacionais. Um dos curadores, Francis Madson, comenta a força da cena brasileira hoje.

“São trabalhos que falam de quem somos, das nossas histórias, dos nossos territórios, das nossas lutas e também das nossas festas e formas de resistência. Entre os destaques estão o ‘TA – Sobre ser grande’ do Corpo de Dança do Amazonas, dirigido por Mário Nascimento, um espetáculo inspirado na cultura do povo Tikuna, que traz a força da ancestralidade e da natureza para o palco e também ‘Cabeça de Cabaças’, de Keila-Sankofa, uma obra potente que transforma o corpo em memória, em grito e também em afirmação”.

A mostra traz também o Grupo Sobrevento, que comemora 40 anos de pesquisa em animação de bonecos, formas e objetos com o espetáculo “Para Mariela”, sobre crianças imigrantes bolivianas no entorno da sede da companhia, no bairro do Belém, na zona leste de São Paulo.

O curador Francis Madson destaca a novidade, na programação noturna, de uma atividade de performance inédita.

“O Performa 12 Horas, que vai ser uma virada noturna, inédita, dedicada só à Performance, atravessando a madrugada com várias experiências artísticas. E o Conexões Centro-Oeste em parceria com o Itaú Cultural, fortalecendo o intercâmbio entre artistas e regiões do país”.

Neste sábado, o diretor alemão Thomas Ostermeier fala sobre a influência da sociologia no teatro e temas como pertencimento de classe como fonte de inspiração num encontro gratuito no Sesc Pinheiros, às 14h.

Informações completas sobre horários, locais e ingressos estão no site mitsp.org.


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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