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Projeto prevê infraestrutura básica para populações tradicionais em unidades de conservação

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O Projeto de Lei 7233/25 estabelece que os planos de manejo das Unidades de Conservação de Uso Sustentável da Amazônia Legal que possuam população
tradicional residente deverão incluir, obrigatoriamente, o Plano de Diagnóstico e Adequação Socioterritorial (PDAS).

O plano deverá mapear a situação habitacional e de infraestrutura básica (abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e energia) das populações residentes, estabelecendo metas e cronogramas para o alcance das condições de moradia digna.

Além disso, o plano deverá ser elaborado em conjunto com as comunidades residentes e será condição obrigatória para a obtenção de recursos federais destinados à gestão da Unidade de Conservação.

A proposta altera a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

O autor, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), afirma que estudos apontam que as áreas protegidas da Amazônia Legal possuem as piores condições de moradia e saneamento básico do país.

“A política de conservação ambiental tem sido implementada à custa da garantia dos direitos sociais básicos das populações que são as principais guardiãs desses territórios”, justifica o parlamentar.

Segundo ele, mais de 75% dos residentes dessas áreas, incluindo populações tradicionais e indígenas, enfrentam dificuldades no acesso à água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcia Becker

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Comissão debate leilão de reserva de capacidade no setor elétrico brasileiro

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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza, na próxima terça-feira (28), duas audiências públicas sobre o leilão de reserva de capacidade no setor elétrico brasileiro.

O primeiro debate será realizado às 10 horas, no plenário 14. E o segundo, às 16 horas, no mesmo local.

Termelétricas
O deputado Danilo Forte (PP-CE) foi quem pediu a reunião. Segundo ele, o modelo desses leilões pode induzir à contratação de usinas termelétricas com custos operacionais elevados, o que pode gerar aumento de tarifas.

O parlamentar também aponta possíveis distorções concorrenciais no mercado de energia, especialmente quanto à participação de fontes mais eficientes e alinhadas à transição energética.

Por fim, Danilo Forte reclama de frequentes mudanças nas diretrizes dos leilões, o que, segundo ele, pode afetar a confiança dos investidores e elevar o custo de capital no setor, com reflexos para o consumidor final.

Da Redação – ND

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