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Escritor Klester Cavalcanti integra debate do Março da Mulher

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“Matou uma, matou todas: Histórias reais de vítimas de feminicídio no Brasil”. A obra do jornalista e escritor pernambucano, Klester Cavalcanti, norteará o debate da próxima sexta-feira, dia 13 de março. Publicado em 2025, o livro é uma reportagem que expõe a violência de gênero no país ao narrar casos reais, abordando o machismo estrutural e evidenciando que 90% dos agressores são familiares. No livro, Cavalcanti traz o relato de vítimas, mostra o impacto familiar e como se dá o ciclo da violência. A programação integra as ações do Março da Mulher.

Ainda no dia 13 e concomitante à participação de Cavalcanti, será realizada a palestra “Violência doméstica e adoção”. O encontro inicia às 8h30 até às 11h30 com retorno às 13h30 e encerramento às 18 horas. A reflexão do dia 13, frisa a secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes, tem como base o fim da violência contra a mulher. “Quer seja violência física, psicológica, patrimonial, enfim, toda e qualquer forma de violência contra a mulher”, salienta.

O encontro é voltado a acadêmicos de direito, psicologia, integrantes do Conselho Tutelar e de todas as secretarias com atuação direta junto a esses públicos, além de integrantes da Rede Unificada de Proteção às Mulheres, Idosos, Crianças e Adolescentes.

A secretária ressalta que várias instituições como o Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso, estão unidas para propiciar esse momento à comunidade.

Sobre o autor

Klester Cavalcanti é considerado um dos grandes repórteres investigativos do Brasil, tendo trabalhado em alguns dos maiores veículos do país, como Veja, Estado de S. Paulo e IstoÉ. Recebeu prêmios nacionais e internacionais, como o de Melhor Reportagem Ambiental da América do Sul, conferido pela agência Reuters e pela ICUN (International Union for Conservation of Nature), e o Natali Prize, o mais importante prêmio de Jornalismo de Direitos Humanos do mundo. Recebeu também o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e é três vezes vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura, a premiação mais respeitada da literatura brasileira – com os livros Viúvas da Terra, O Nome da Morte e Dias de inferno na Síria. Também é autor de Direto da Selva e A Dama da Liberdade.

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Secretaria de Educação fortalece inclusão com formação em Libras para profissionais da rede

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Em alusão ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), celebrado nesta sexta-feira (24), a Secretaria Municipal de Educação iniciou uma formação específica na língua, voltada aos psicólogos e demais profissionais que atuam na rede municipal. A ação tem como objetivo fortalecer a inclusão no ambiente escolar, envolvendo diferentes áreas do atendimento educacional.

A coordenadora do Centro de Apoio e Atendimento à Inclusão (CEMAIS) e do programa “Fortalecendo Sonhos”, Rosely Alves de Souza, explicou como a ideia da capacitação nasceu. “Esse curso surgiu da necessidade de comunicação direta com a nossa nova instrutora surda, a Sirlene. Os profissionais sentiram a necessidade de se comunicar com ela sem precisar de um intérprete. Diante disso, solicitamos essa formação. Convidei também a equipe de psicólogos que atua nas unidades escolares, pois eles também precisam desse conhecimento para atender aos nossos alunos surdos”, relatou a coordenadora.

A formação está programada para ocorrer até o mês de julho, com possibilidade de continuidade no segundo semestre, conforme avaliação das necessidades.

O Dia Nacional da Libras celebra a sanção da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu oficialmente a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão no país. Ao contrário do que muitos imaginam, a Libras não é universal, mas sim um idioma oficial brasileiro, com estrutura gramatical, sintática e semântica próprias.

Para a professora surda Sirlene Inácio, que conduz a capacitação ao lado da intérprete Hosiane Bragia, a data e a formação representam o resultado de anos de luta da comunidade surda por direitos, acessibilidade e inclusão. “É importante a comunicação, conhecer junto para evoluir e ter interação. Conhecer a acessibilidade é fundamental”, destacou Sirlene.

A educadora ressaltou ainda a importância de expandir esse conhecimento para toda a sociedade. “A inclusão e a evolução exigem esforço constante. É preciso sempre mostrar para todos e incentivar o conhecimento da comunicação na língua de sinais aqui em Sorriso, evoluindo para um melhor aprendizado. Ter empatia é garantir a inclusão para todos”, concluiu a professora.

A atividade promovida pela Administração Municipal integra as ações contínuas da Secretaria de Educação para a formação de seus profissionais, reafirmando o compromisso com um ensino equitativo.

“Aprender Libras é um ato de empatia e inclusão, capaz de transformar a comunicação ao permitir “ouvir com os olhos e falar com as mãos”, complementa a secretária de Educação, Adriana Reichert.

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