Cuiabá

Câmara reconhece o pixé cuiabano e a viola de cocho como patrimônios imateriais de Cuiabá

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Cuiabá

Vinícius Ferreira | SECOM Câmara de Cuiabá 

A Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico da Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, na manhã desta terça-feira (10), dois 

projetos de lei que valorizam tradições culturais da capital mato-grossense. As propostas reconhecem o pixé cuiabano e a viola de cocho como patrimônios culturais de natureza imaterial do município.

Durante a reunião ordinária, os parlamentares analisaram o Processo nº 29276/2025, de autoria da vereadora Paula Calil (PL), que declara o pixé cuiabano e seu modo de fazer como patrimônio cultural imaterial de Cuiabá. A iguaria é uma das mais tradicionais da culinária local.

Também foi aprovado o Processo nº 32118/2025, de autoria da vereadora Maysa Leão (Republicanos), que declara a viola de cocho como patrimônio cultural imaterial do município. O instrumento, produzido artesanalmente a partir de um único tronco de madeira escavado, é símbolo de manifestações culturais como o cururu e o siriri, muito presentes na cultura cuiabana.

O presidente da comissão, vereador Cezinha Nascimento (União Brasil), destacou a importância das iniciativas para preservar a identidade cultural da capital.

“Esses projetos valorizam tradições que fazem parte da história do nosso povo. Reconhecer o pixé cuiabano e a viola de cocho como patrimônios imateriais é uma forma de preservar e fortalecer a cultura cuiabana para as próximas gerações”, afirmou ele. 

A vice-presidente da comissão, vereadora Maria Avalone (PSDB), ressaltou que o reconhecimento institucional contribui para manter vivas as tradições locais.

“Cuiabá possui uma riqueza cultural muito grande. Quando aprovamos projetos como esses, estamos garantindo que essas tradições continuem sendo valorizadas e reconhecidas oficialmente pelo município”, disse.

A vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), membro titular da comissão, também destacou o valor histórico e cultural das propostas.

“Estamos falando de elementos que representam a essência da cultura cuiabana. Tanto o pixé quanto a viola de cocho carregam histórias, saberes e tradições que precisam ser preservados”, pontuou.

Com a aprovação, os projetos seguem agora para tramitação nas demais etapas do processo legislativo no Parlmento cuiabano.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Ponte do Boa Esperança chega a 75% e entra na reta final com instalação das vigas

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A reconstrução da ponte sobre o Córrego Fundo, no bairro Boa Esperança, atingiu cerca de 75% de execução e entrou em uma etapa decisiva. Com a infraestrutura e a mesoestrutura concluídas, as equipes da Prefeitura de Cuiabá avançam para a instalação das vigas pré-moldadas e da pré-laje. A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras é concluir todos os serviços, incluindo a pavimentação dos acessos, a sinalização e a liberação definitiva ao tráfego, nos próximos 45 dias.

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, vistoriou a obra nesta sexta-feira (11) e destacou que a etapa mais pesada e complexa da reconstrução, que envolveu a infraestrutura e a execução da cortina de contenção, já foi concluída. Segundo ele, as vigas principais estão prontas e as próximas fases compreendem o lançamento dessas estruturas, a instalação das pré-lajes e das armaduras, a concretagem da laje e, posteriormente, a pavimentação asfáltica.

A intervenção direta e urgente da Prefeitura tornou-se necessária depois que a estrutura antiga apresentou graves problemas estruturais, com risco de desabamento. A ponte é responsável pela ligação entre o bairro Boa Esperança e a Avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida como Avenida do Moinho.

Nesta fase, também foi finalizado o aterro de uma das cabeceiras até a altura do pilar de sustentação. A preparação permitirá que as vigas, já disponíveis no canteiro de obras, sejam posicionadas com o auxílio de uma escavadeira hidráulica. Na sequência, serão instaladas as peças da pré-laje e montada a ferragem da laje superior.

O engenheiro Marco Farias, responsável pela reconstrução, explica que a pré-laje funciona como um forro de concreto pré-moldado colocado sobre as vigas. As peças foram produzidas no próprio local e dispensam a montagem de escoramentos, medida que contribui para dar continuidade ao serviço com mais agilidade. Sobre essa estrutura será construída a laje de rolamento, por onde passarão os veículos.

A laje terá 20 centímetros de espessura e, depois da concretagem, deverá permanecer entre 10 e 14 dias em processo de cura, período necessário para que o concreto adquira resistência antes da abertura ao tráfego. Durante esse intervalo, as equipes trabalharão nos serviços complementares, como a ligação da ponte com as cabeceiras, a execução da pista de rolamento, dos meios-fios, das sarjetas e dos acabamentos.

Ao comentar os questionamentos relacionados ao prazo de execução, Edson Brasil explicou que a construção de uma ponte envolve serviços de certa complexidade e que boa parte da etapa inicial ocorre abaixo do nível do solo, o que dificulta a percepção do avanço dos trabalhos pela população. O secretário ressaltou ainda que, diante da necessidade de interdição imediata, a Prefeitura assumiu diretamente a reconstrução, mobilizando equipes, equipamentos e conhecimento técnico próprios, sem depender do prazo exigido por um processo tradicional de contratação.

A ocorrência que comprometeu parte da estrutura foi registrada em 4 de março, e a reconstrução começou em junho. Segundo Marco Farias, uma das etapas mais complexas foi a execução da fundação dentro da água, trabalho que se estendeu até 26 de junho e interferiu no cronograma inicialmente previsto. “Não é tão simples construir uma ponte de concreto em 90 dias. Daqui para a frente, não prevemos problemas com chuva ou falta de material”, afirmou.

Para reforçar a segurança, a parte danificada está sendo refeita com estacas metálicas cravadas a 12 metros de profundidade e interligadas por uma base de concreto, solução diferente da fundação superficial existente anteriormente. Antes da reabertura, a estrutura será inspecionada e submetida a testes com caminhões carregados da própria Secretaria. A pista foi projetada para suportar veículos de até 60 toneladas.

De acordo com o engenheiro, a parte reconstruída poderá alcançar vida útil mínima estimada entre 40 e 50 anos, desde que receba manutenção adequada e não seja submetida a interferências anormais. Após a conclusão das etapas estruturais, dos acessos e da sinalização, a ponte será definitivamente liberada ao tráfego, restabelecendo a ligação direta entre o bairro Boa Esperança e a Avenida do Moinho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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