Rondonópolis

Lei de autoria da vereadora Kalynka Meirelles ganha destaque nacional

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Rondonópolis

Uma legislação criada em Rondonópolis para fortalecer o combate à violência contra a mulher ganhou projeção nacional ao ser citada no livro Matou uma, matou todas, do jornalista e escritor premiado Klester Cavalcanti.

O tema foi debatido durante duas palestras realizadas na Câmara Municipal nesta segunda-feira (16), reunindo estudantes, servidores públicos e representantes da sociedade civil para discutir o enfrentamento ao feminicídio no Brasil.

Durante o evento, ganhou destaque a Lei Beatriz Milano, de autoria da vereadora Kalynka Meirelles. A norma estabelece a proibição da contratação, em cargos públicos da administração direta e indireta, autarquias e empresas terceirizadas que prestam serviços ao poder público, de pessoas condenadas por feminicídio, conforme previsto no artigo 121 do Código Penal.

A legislação foi criada em memória de Beatriz Milano, assassinada grávida de quatro meses pelo noivo. O caso gerou grande repercussão após o autor do crime, mesmo condenado, ter atuado como médico no serviço público de Rondonópolis anos depois, chegando a atender mulheres.

Segundo a vereadora, a proposta busca garantir mais segurança para a população feminina.
“Pensei na lei não apenas por justiça à Beatriz, mas para dar segurança a todas as mulheres e mostrar às famílias das vítimas que não aceitamos um crime tão bárbaro”, afirmou.


Cenário preocupa autoridades

O debate ocorre em um momento considerado crítico no país. O Brasil registrou mais de 1,5 mil casos de feminicídio em um único ano — o maior número desde a tipificação do crime.

Em Mato Grosso, a situação é ainda mais alarmante. O estado lidera o ranking nacional, com taxa de 2,5 assassinatos de mulheres a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 2024, foram contabilizados 47 casos, além de outras mortes violentas relacionadas à violência de gênero.


Redução de casos em Rondonópolis

Apesar do cenário nacional preocupante, Rondonópolis apresenta avanços no enfrentamento à violência contra a mulher, com redução de cerca de 33% nos casos de feminicídio.

O resultado é atribuído à atuação conjunta de diferentes órgãos, incluindo o Legislativo municipal, por meio da Procuradoria da Mulher e da Família, o Judiciário, com iniciativas como o programa “Todos por Elas”, e o Executivo, por meio da Secretaria de Promoção e Assistência Social.

Para Kalynka Meirelles, o enfrentamento ao feminicídio exige compromisso contínuo do poder público.
“Não podemos tratar o feminicídio apenas como estatística. Cada número representa uma vida interrompida e uma família destruída. Precisamos fortalecer políticas públicas e ampliar o debate”, destacou.


Autor premiado

Klester Cavalcanti é jornalista e escritor reconhecido pelo trabalho em jornalismo investigativo, especialmente em temas como violência e direitos humanos. Natural de Recife (PE), atuou em veículos como IstoÉ, Estadão e Veja, além de ser vencedor de três Prêmios Jabuti.

Entre suas obras estão O Nome da Morte, Viúvas da Terra e Dias de Inferno na Síria, livro baseado na experiência em que foi preso e torturado durante a cobertura da guerra civil síria.


Livro reforça debate

Resultado de cerca de seis anos de investigação, Matou uma, matou todas reúne relatos de vítimas, familiares e investigadores, evidenciando a realidade da violência contra a mulher no Brasil, com destaque também para casos em Mato Grosso.

A inclusão da Lei Beatriz Milano na obra amplia a visibilidade de uma iniciativa criada em Rondonópolis e reforça a importância de políticas públicas no enfrentamento ao feminicídio em nível nacional.

Fonte: ALMT – MT

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Rondonópolis

Queimadas começam a preocupar e Município alerta sobre prejuízos à sociedade

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O período crítico de estiagem chegou em Rondonópolis e diversas queimadas urbanas já vêm sendo registradas em âmbito local. Nos últimos dez dias, o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter diversas ocorrências dessa natureza na cidade. A situação gera preocupação, considerando os prejuízos para a fauna, flora e especialmente à saúde da população.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, alerta que qualquer queimada nesse período, seja urbana ou rural, é considerada crime ambiental, sendo que o infrator pode responder administrativamente, com multas que podem variar de R$ 2.300,00 a R$ 4,6 milhões, e também civil e criminalmente. Havendo flagrante, a pessoa pode até ser presa pela Polícia Militar Ambiental.

Conforme o secretário, a recomendação nesse período crítico de seca é que a população mantenha os terrenos e quintais limpos de mato e resíduos, bem como não faça o descarte de resíduos em locais indevidos, considerando que esse cenário pode contribuir para incidência de queimadas. Também repassa que as pessoas não devem fazer nenhum tipo de queimada a título de limpeza de terrenos e áreas.

Foto – Corpo de Bombeiros

Visando mitigar os riscos nesse período, a Prefeitura adiantou o processo de limpeza de áreas públicas no espaço urbano. Álvaro informou ainda que os brigadistas civis, nos próximos dias, também vão começar a atuar no enfrentamento às queimadas junto com os bombeiros. 

“Além do prejuízo ambiental, a população vai ser a mais impactada com as queimadas, com o agravamento dos problemas respiratórios causados pela fumaça e poluição, somadas à baixa umidade do ar”, repassou o secretário, destacando a preocupação do prefeito Cláudio Ferreira com o problema e a determinação da tomada de ações preventivas para evitar esse cenário crítico.

Prefeitura de Rondonópolis

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