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Prêmio Oscar terá novo palco a partir de 2029

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Além de ter confirmado, ainda no final do ano passado, que a apresentação do Oscar passará a ser veiculada oficialmente também pelo Youtube a partir de 2029, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas acaba de informar que o evento também mudará de lugar.

A premiação de número 101, que ocorrerá em 2029, não só será a primeira a ser transmitida pelo YouTube, como também deixará de ser sediada no Teatro Dolby, localizado na Calçada da Fama, e se muda para o Teatro Peacock, no centro de Los Angeles. O acordo inicial entre a Academia e a empresa AEG, que passará a ser responsável pelo evento e pela transmissão, prevê que a dobradinha Youtube + Teatro Peacock seja mantida até 2039. 

O local, inclusive, passará por reformas em sua infraestrutura, incluindo palco, sistema de som e iluminação, camarins e outros espaços nos bastidores, para receber o Oscar em sua 101ª edição. A plateia também deve sofrer alterações, já que a atual casa do Oscar tem capacidade para receber mais de 7 mil pessoas; e o Peacock tem apenas cerca de 3,4 mil lugares. 

As edições dos próximos dois anos ainda seguem a formatação atual, sendo transmitidas exclusivamente pela rede americana ABC e sediada no Teatro Dolby.

Atingindo atualmente um público de centenas de milhões de pessoas em todo mundo, a primeira entrega dos prêmios Oscar, que ainda não tinha este nome oficialmente, aconteceu em 16 de maio de 1929. Naquele ano, o evento foi apenas um jantar privado no Hollywood Roosevelt Hotel, em Los Angeles, Califórnia, com cerca de 270 convidados para homenagear os melhores filmes de 1927 e 1928.
 


Fonte: EBC Cultura

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Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira

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A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.

A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.

O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.

“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”

Pietrolina

Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:

“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”

Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.

A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.


Fonte: EBC Cultura

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