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Polícia Civil deflagra operação em Primavera do Leste contra suspeitos de homicídio e tentativa de assassinato de 2022

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (30.3) a Operação Linha de Mando, para cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão com foco no avanço das investigações sobre o homicídio de Afrelino Baptistella Júnior e a tentativa de homicídio contra uma conhecida médica do município. ocorrido em novembro de 2022, e na identificação de possíveis mandantes e executores do crime.

As ordens judiciais decretadas pela Primeira Vara Criminal de Primavera do Leste com base em elementos reunidos ao longo da apuração, que apontam para a possibilidade de o crime ter sido planejado e executado mediante articulação entre investigados. Os mandados foram cumpridos em endereços ligados a investigados apontados como integrantes da possível cadeia de comando da execução.

O crime ocorreu no 22 de novembro de 2022, quando Afrelino foi morto a tiros e a segunda vítima sobreviveu ao atentado, em Primavera do Leste. No dia dos fatos, um homem em uma motocicleta emparelhou com a caminhonete conduzida pela vítima e efetuou diversos disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros.

A dinâmica levantada pelos investigadores e o relato da vítima sobrevivente afastaram, em princípio, a hipótese de latrocínio, indicando uma ação premeditada, praticada em emboscada e sem anúncio de assalto.

Investigações

As investigações, conduzidas pela Divisão de Homicídios da Delegacia de Primavera do Leste, apontam que apontam que o crime teria sido motivado por um contexto complexo de relacionamentos pessoais, ciúmes, ameaças e conflitos interpessoais. Segundo a linha investigativa, há elementos que sustentam a hipótese de homicídio encomendado, com possível atuação de mandante, intermediador e executor.

Também foram reunidos depoimentos, relatórios de investigação, laudos periciais e dados digitais que reforçaram essa linha de apuração. Quatro pessoas tiveram a participação identificada no crime, dentre eles o mandante, a sua esposa, um policial militar, apontado como intermediário do crime, sendo o responsável por “encomendar o homicídio” e um ex-policial militar que seria o executor do assassinato.

Buscas e flagrante

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis localizaram, na residência de um dos alvos, localizaram uma munição no porta-malas de um veículo e, no interior da residência, uma pistola, com uma munição na câmara e três munições no carregador. O armamento foi encontrado no quarto, dentro do guarda-roupas.

Diante dos fatos, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de pelos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido e posse irregular de arma de fogo, acessório ou munição de uso permitido.

Nas buscas nos quatro endereços, foram apreendidos materiais que serão encaminhados para análise pericial, incluindo a arma de fogo encontrada com o ex-policial militar, que poderá ser submetida a exames balísticos para verificar eventual compatibilidade com o homicídio.

Além das apreensões, as buscas tiveram como objetivo localizar aparelhos celulares, documentos e outros elementos que possam comprovar a comunicação entre os suspeitos e reforçar a hipótese de planejamento prévio do crime.

“O alvo é como investigado no inquérito que apura o homicídio, sendo apontado como possível executor do crime, o que torna a apreensão da arma um elemento relevante para o aprofundamento das diligências e confronto balístico”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Eric Martins.

Para o delegado, a operação representa mais uma etapa no trabalho de investigação que vem sendo desenvolvido desde o crime. As investigações seguem em andamento com foco na responsabilização de todos os envolvidos, desde a execução até eventuais mandantes.

Nome da operação

A operação recebeu o nome Linha de Mando justamente por apurar a atuação de diferentes pessoas na articulação, intermediação e execução do homicídio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação e desmantela grupo criminoso ligado a facção em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23.4), a Operação Gerente Fantasma para desarticular um grupo criminoso com atuação em diversos crimes na capital mato-grossense.

Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, sendo nove mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão domiciliar com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos financeiros no montante de R$ 200 mil.

A investigação identificou a existência de um grupo criminoso estruturado, com vínculos com uma facção criminosa e atuação simultânea nos crimes de tráfico de drogas, estelionatos digitais por meio de plataformas de compra e venda online e na lavagem do produto das atividades criminosas.

Um dos aspectos mais reveladores do caso é o papel exercido pelo principal investigado, apontado como líder do grupo, que, mesmo recolhido em unidade prisional, atuava como gestor financeiro do grupo criminoso, coordenando semanalmente a arrecadação e a distribuição dos lucros entre os integrantes do grupo.

Apenas na primeira semana de novembro de 2023, o lucro apurado com os golpes digitais alcançou R$ 105.900. A investigação revelou ainda o comércio de diversas substâncias entorpecentes, incluindo pasta base de cocaína, skunk (conhecido como supermaconha) e cocaína refinada, além do controle territorial sobre pontos de venda em múltiplos bairros de Cuiabá.

“Para dissimular a origem ilícita dos valores, o grupo criminoso empregava técnicas sofisticadas de ocultação patrimonial, fragmentação de transferências entre múltiplas contas bancárias, utilização de contas de terceiros como pessoas interpostas e uso de empresas registradas em nome de familiares dos principais investigados”, afirmou o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pela investigação da Operação Gerente Fantasma.

Foram identificadas movimentações financeiras expressivas em contas de integrantes do grupo. Somente em novembro de 2023, o grupo movimentou mais de R$ 200 mil, valores incompatíveis com qualquer atividade econômica lícita declarada.

As investigações apontaram, ainda, que o grupo criminoso promovia distribuição de cestas básicas à comunidade e organizava eventos esportivos, extraindo lucros adicionais da comercialização de bebidas alcoólicas nos eventos — mecanismos utilizados para construir influência local e dificultar denúncias.

Operação Pharus

A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Renorcrim

A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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