LUCAS DO RIO VERDE
Funcionários da Energisa são presos em flagrante cobrando propina de empresário
LUCAS DO RIO VERDE
Dois funcionários da Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em MT, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (16), em Lucas do Rio Verde (a 360 km de Cuiabá), suspeitos de cobrar propina de um empresário para não autuar o estabelecimento por uma suposta irregularidade na rede elétrica.
Os suspeitos, de 26 e 29 anos, foram detidos por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) no momento em que tentavam “fechar” a cobrança ilegal. Eles foram autuados pelo crime de concussão, que ocorre quando o servidor exige vantagem indevida em razão da função.
De acordo com a investigação, o caso começou na terça-feira (14), quando os funcionários foram até a empresa e fizeram uma vistoria. No dia seguinte, voltaram ao local alegando a existência de uma ligação clandestina de energia e passaram a exigir R$ 15 mil para não registrar a irregularidade.
Após ser procurada pelo empresário, a Polícia Civil passou a acompanhar a situação. Na tarde de quinta-feira (16), os dois retornaram à empresa para receber o dinheiro e foram flagrados pelos investigadores, ainda uniformizados, durante a abordagem à vítima.
O empresário afirmou que comprou o negócio recentemente e que não tinha conhecimento de qualquer irregularidade. Ainda assim, segundo a polícia, a exigência de pagamento para evitar autuação caracteriza o crime.
Os dois foram levados à delegacia, ouvidos pela delegada Paula Moreira Barbosa e permanecem à disposição da Justiça.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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