Esportes
Cruzeiro arranca empate contra o Goiás na Serrinha e decisão da vaga fica para o Mineirão
Esportes
;
O Cruzeiro saiu da Serrinha com um empate por 2 a 2 diante do Goiás, na noite desta quarta-feira, no duelo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O resultado deixa a definição da vaga completamente aberta para o confronto decisivo, marcado para o dia 12 de maio, às 21h30, no Mineirão.
Primeiro tempo com gols e equilíbrio
O Goiás começou mais ligado e aproveitou uma das primeiras chegadas ao ataque. Logo aos 10 minutos, Jean Carlos arriscou de fora da área, obrigando Otávio a fazer grande defesa. No rebote, Nicolas foi mais rápido que a marcação e completou para o gol, abrindo o placar para os donos da casa.
A resposta cruzeirense veio pouco depois. Aos 17 minutos, Romero encontrou Arroyo com um passe preciso, e o atacante não desperdiçou: invadiu a área e finalizou forte no canto esquerdo, empatando o jogo.
Cruzeiro vira, mas Goiás reage no fim
A partida seguiu intensa no segundo tempo, e o Cruzeiro conseguiu a virada aos 31 minutos. O zagueiro Jonathan Jesus avançou ao ataque, trocou passes com Bruno Rodrigues e mostrou frieza para deslocar o goleiro Tadeu, fazendo 2 a 1.
Quando o Cruzeiro parecia garantir a vitória, o Goiás buscou forças nos acréscimos. Aos 50 minutos, Esli Garcia recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu colocado de fora da área, marcando um golaço e decretando o 2 a 2 final.
Com o empate, nenhuma equipe leva vantagem para o jogo da volta: quem vencer no Mineirão avança às oitavas. Em caso de novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
Próximos compromissos
Goiás
• São Bernardo x Goiás
• Série B – 6ª rodada
• 26/04 (domingo), 16h
• Estádio Primeiro de Maio
Cruzeiro
• Remo x Cruzeiro
• Brasileirão – 13ª rodada
• 25/04 (sábado), 18h30
• Estádio Mangueirão
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Goiás 2 x 2 Cruzeiro | |
| Competição | Copa do Brasil – jogo de ida da quinta fase |
| Local | Estádio da Serrinha, Goiânia (GO) |
| Data | 22 de abril de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 19h (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Jean Carlos, Lucas Ribeiro (Goiás); Kauã Moraes, Jonathan Jesus, Otávio (Cruzeiro) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES); Assistentes: Douglas Pagung (ES), Pedro Amorim de Freitas (ES); VAR: Rafael Traci (SC) |
| Gols | Nicolas 11′ 1ºT (Goiás); Keny Arroyo 18′ 1ºT (Cruzeiro); Jonathan Jesus 31′ 2ºT (Cruzeiro); Esli Garcia 50′ 2ºT (Goiás) |
| Goiás | Tadeu; Rodrigo Soares, Luis Fellipe, Lucas Ribeiro, Nicolas; Filipe Machado (Esli Garcia), Lucas Lima, Lourenço (Pedrinho); Jean Carlos (Juninho), Lucas Rodrigues (Gegê), Anselmo Ramon (Bruno Sávio). Técnico: Daniel Paulista |
| Cruzeiro | Otávio; Kauã Moraes, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Kaiki Bruno (Kauã Prates); Lucas Romero (Bruno Rodrigues), Lucas Silva, Matheus Pereira; Christian (Kaique Kenji), Kaio Jorge (Matheus Henrique), Arroyo (Sinisterra). Técnico: Artur Jorge |
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura6 dias atrásCidade de Pesqueira (PE) recebe festival dedicado à cultura do estado
-
Cuiabá4 dias atrásMais de 60 mil alunos voltam às aulas; veja como evitar congestionamentos
-
Economia4 dias atrásVárzea Grande realiza 1º Open de Vôlei para fortalecer o esporte e a inclusão social
-
Política6 dias atrásMedidas provisórias sobre transporte, diesel, chuvas e aviação são prorrogadas
-
Entretenimento4 dias atrásDeborah Secco curte passeio de barco em Noronha com a filha e declara: ‘Apaixonada’
-
Entretenimento4 dias atrásArthur Aguiar e Jheny Santucci oficializam união com festa intimista: ‘Enfim casados’
-
Economia5 dias atrásVisitas técnicas orientam produtores rurais e fortalecem o cultivo de hortaliças em Várzea Grande
-
Cuiabá4 dias atrásFinal do rodeio da 58ª Expoagro premia competidores e define campeões da etapa
