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Com colheita quase concluída, alta do dólar eleva cotações e anima o setor

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A valorização do dólar frente ao real garantiu um dia de altas praticamente generalizadas para os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil na quarta-feira (27.05). A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,66%, cotada a R$ 5,06, fator que compensou a estabilidade e a leve variação negativa de 0,06% nos contratos de julho da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que fecharam a US$ 11,8525 o bushel. O movimento cambial estimulou as cotações domésticas tanto nos portos quanto nas regiões produtoras do interior.

O movimento ocorre em um momento em que os trabalhos de campo no País estão praticamente encerrados, restando pouco espaço para oscilações bruscas decorrentes de quebras de oferta. De acordo com o acompanhamento do setor, a colheita da safra entrou na reta final, consolidando um quadro de grande disponibilidade de grãos.

Em termos de volume total, as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma colheita estimada em 153 milhões de toneladas neste ciclo. O volume assegura o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos de exportação, o que tende a limitar o potencial de altas expressivas nas cotações sem o suporte direto do câmbio.

Nos portos, o reflexo do avanço do dólar foi imediato. Em Paranaguá, o preço da saca de 60 quilos subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, negociada a R$ 130,00. No terminal de Santos, o ganho foi de R$ 0,50, elevando a cotação para R$ 130,50. Já o porto de Rio Grande operou na contramão do movimento de alta e manteve a estabilidade, com a saca avaliada em R$ 128,00. No interior, os preços acompanharam a tendência dos portos paulista e paranaense, registrando valorização de R$ 1,00 nas praças de Ponta Grossa (R$ 125,00), Rondonópolis (R$ 111,00) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 115,00).

A partir de agora, o mercado passa a concentrar as atenções na estratégia de comercialização do produtor, que vinha retendo o grão físico à espera de melhores margens de lucro. Com o tamanho da safra definido, o foco logístico migra para a pressão sobre as tarifas de frete rodoviário e para a disputa por espaço nos armazéns, que começam a receber os primeiros volumes da colheita de milho safrinha.

Fonte: Pensar Agro

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Expoara deve movimentar R$ 200 milhões e consolidar polo regional

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Araguaína (cerca de 380 km da capital, Palmas) em Tocantins, sedia a 58ª Exposição Agropecuária (Expoara 2026), evento que projeta superar a marca de R$ 200 milhões em volume de negócios registrada na edição anterior.

A feira, que segue até o próximo dia 13 no Parque de Exposições Dair José Lourenço, reafirma seu papel como o principal motor econômico do Norte do Tocantins ao concentrar investimentos em genética de ponta, maquinário agrícola e parcerias estratégicas para o campo.

O impacto econômico do evento transcende os limites do parque, com reflexos diretos na rede hoteleira, no setor de alimentação e na prestação de serviços locais. Em 2025, a exposição foi responsável pela geração de cerca de 2 mil empregos temporários e atraiu um público superior a 100 mil pessoas. Para 2026, a organização aposta na manutenção desse fluxo de capital para impulsionar a economia regional e oferecer aos produtores um ambiente de transação fundamentado em tecnologia e segurança jurídica.

Os leilões agropecuários e a Semana Tecnológica, realizados em parceria com o Sebrae, consolidam a Expoara como um espaço de referência para a difusão de inovações no manejo e na sanidade animal. Ao reunir mais de 100 expositores, a feira busca fortalecer a competitividade do rebanho tocantinense e atrair novos investimentos para a infraestrutura produtiva da região, alinhando a tradição rural aos modelos de gestão exigidos pelo mercado atual.

Serviço

58ª Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara 2026)

  • Data: De 4 a 13 de junho de 2026

  • Local: Parque de Exposições Dair José Lourenço, Araguaína (TO)

  • Destaques: Leilões de elite, exposição de máquinas e implementos agrícolas, palestras técnicas de difusão tecnológica e eventos de integração da cultura rural

  • Objetivo: Fomento ao agronegócio regional, comercialização de genética bovina e estímulo à rede de serviços e comércio da região Norte do Tocantins

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