LUCAS DO RIO VERDE
Caminhada do Maio Laranja mobiliza rede de proteção e reforça combate à violência sexual contra crianças e adolescentes em Sinop
LUCAS DO RIO VERDE
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou nesta sexta-feira (29) a caminhada de encerramento da campanha nacional Maio Laranja, mobilizando instituições, entidades, unidades escolares e a rede de proteção à infância e adolescência no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A mobilização percorreu as principais vias centrais do município e teve como principal objetivo ampliar a conscientização da população sobre a gravidade do tema, fortalecendo o compromisso coletivo de proteção. Mais do que um ato simbólico, a caminhada representou um chamado à sociedade para que a voz do socorro das vítimas ecoe, sensibilizando a população sobre a importância da denúncia e da prevenção.
Participaram da ação representantes de instituições que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes, equipes da rede socioassistencial, estudantes, unidades escolares e entidades parceiras, reforçando o compromisso conjunto na defesa dos direitos da infância e juventude.
A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou que a caminhada encerra a programação do Maio Laranja, mas reforça uma responsabilidade que precisa ser permanente. “Estamos encerrando o Maio Laranja com chave de ouro, alertando a população e despertando a consciência sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Este já é o segundo ano da caminhada, reunindo todas as instituições que trabalham com esse público, para que a população compreenda a importância dessa campanha e entenda que todos têm a responsabilidade de combater um tema tão pesado quanto esse”, afirmou.
Segundo a secretária, a mobilização também representa um compromisso do município em fortalecer ações de enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes. “A caminhada vem justamente para mostrar à população que o município tem se preocupado e buscado fazer esse combate necessário. É um alerta para que todos se envolvam numa situação tão delicada e importante”, reforçou.
A juíza da Vara da Infância e Juventude de Sinop, Melissa de Lima Araújo, enfatizou que o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes precisa acontecer diariamente e não apenas durante a campanha. “O dia 18 de maio é uma data alusiva ao combate à exploração sexual infantil, mas esse combate é diário. Durante o mês realizamos campanhas, ações preventivas nas escolas e nas entidades, mas é fundamental que a população conheça os canais de denúncia e entenda que tem o dever de comunicar às autoridades qualquer suspeita de violência, abuso ou exploração, para que os agressores sejam responsabilizados o quanto antes”, destacou.
Entre as entidades participantes esteve o Centro de Atendimento e Orientação ao Adolescente (Caopa), instituição que atua diretamente com adolescentes em Sinop. A monitora social, Ana Paula, ressaltou a importância de fortalecer a conscientização junto ao público atendido.
“O Caopa trabalha diretamente com adolescentes e precisa estar presente nessa causa. Nós conscientizamos para que eles entendam a importância da proteção, saibam se prevenir e tenham confiança para buscar ajuda quando necessário. Todos os anos participamos da caminhada para fortalecer ainda mais essa ação e conscientizar toda a sociedade sobre a importância desse cuidado”, pontuou.
A campanha Maio Laranja faz referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, e tem como propósito mobilizar a sociedade para prevenção, proteção e enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes.
Ao reunir a rede de apoio, instituições de ensino e entidades assistenciais, a caminhada reforçou a importância de fazer a mensagem de proteção ecoar por toda a cidade: diante de qualquer suspeita, denunciar é um ato de cuidado, responsabilidade e defesa da vida.
Cobertura de imagens: https://www.flickr.com/photos/prefeituradesinop/albums/72177720333913512/
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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