Sorriso

Mais de 1,3 mil gestantes realizam o pré-natal odontológico ofertado pelo Município

Publicado em

Sorriso

Em Sorriso, o cuidado com o primeiro dentinho do bebê já está presente antes mesmo da criança nascer. Isso porque o Município oferta o pré-natal odontológico na rede pública. O cuidado é diário e o acompanhamento realizado pelos odontólogos nas 30 Unidades Básicas de saúde (UBSs) concomitante ao pré-natal tradicional, aquele feito pela equipe médica e de enfermagem. Hoje, 1.349 gestantes realizam o acompanhamento.

Conforme a coordenadora do Programa de Saúde Bucal, Luciana Bussolaro, toda gestante que reside em Sorriso pode e deve procurar o apoio na UBS mais perto de sua residência.

Além de proporcionar melhores condições de saúde bucal para a mamãe, durante as consultas odontológicas são repassadas orientações de como proceder e que tratamentos podem e devem ser feitos durante a gestação. “Buscamos desmistificar a ideia de que gestante não pode receber atendimento odontológico, de que isso prejudica o bebê; quando é exatamente o contrário”, frisa a coordenadora.

Luciana explica que no pré-natal odontológico são trabalhadas várias questões, iniciando com a saúde bucal da mãe e já preparando-a para a chegada do bebê. Um dos itens é a importância da amamentação do bebê até os seis meses para garantir o desenvolvimento dos músculos da face.

E o cuidado também está presente no pós-parto. Assim que a gestante que realiza o acompanhamento no PSF tem o bebê e o leva para o teste do pezinho, é ofertado, no mesmo momento o teste da linguinha, que consiste em uma avaliação realizada pelo odontólogo para avaliar a presença ou não das limitações dos movimentos da língua causados pela “língua presa”, que podem comprometer funções importantes como, sugar, engolir, mastigar e falar.

O teste da linguinha é simples, rápido e indolor. E caso seja constatada alguma alteração e for indicado, a criança é encaminhada para a frenectomia, que é a remoção do freio da língua. Esse procedimento é realizado pelos profissionais do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Maria Lourdes de Lima. “O procedimento é bem rápido e seguro para a criança”, detalha Luciana.

Além disso, o Município também oferta tratamento odontológico para o bebê, desde o nascimento. Junto com as orientações de como realizar a higiene bucal do recém-nascido, as mães recebem um kit que conta com gaze, soro e dedeira para garantir a limpeza da boca do bebê.

“Se você estiver gestante procure a UBS para garantir o acolhimento médico, de enfermagem e de odontólogos da rede”, finaliza Luciana. Todo o tratamento é gratuito e vem sendo ofertado na rede desde 2018.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

Publicados

em

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA