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Sala do Empreendedor de Sorriso registra 1.914 atendimentos em maio e ultrapassa 17,9 mil serviços prestados em 2026

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Levantamento aponta crescimento na procura por orientações, emissão de boletos, abertura de empresas e regularização de MEIs

A Sala do Empreendedor de Sorriso realizou 1.914 atendimentos durante o mês de maio, alcançando a marca de 17.927 serviços prestados nos cinco primeiros meses de 2026. Os números fazem parte do relatório de acompanhamento divulgado pelo Centro de Atendimento Empresarial (CAE), vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo.

Entre os serviços mais procurados no período estão a emissão de DAS (boletos do MEI), com 299 atendimentos, orientação sobre notas fiscais, com 276 atendimentos, declarações anuais, com 162 registros, e abertura de empresas, que somou 154 novos atendimentos. Também foram realizadas 111 orientações relacionadas a linhas de crédito, 102 orientações para alvarás e 101 parcelamentos de MEI.

O levantamento aponta ainda que, somente em maio, foram emitidas 223 notas fiscais por meio do CAE, movimentando R$ 1.175.007 em negócios. No acumulado do ano, já são 964 notas emitidas, totalizando mais de R$ 4 milhões em operações registradas.

Na área de regularização empresarial, a Sala do Empreendedor contabilizou 34 alvarás emitidos no mês, sendo 23 para novos empreendimentos e 11 renovações. O acumulado de 2026 já chega a 165 alvarás emitidos.

Outro destaque foi o apoio ao acesso ao crédito. Em maio, foram encaminhados R$ 205 mil em solicitações ao Banco do Empreendedor, enquanto R$ 196 mil em financiamentos foram efetivamente liberados para empreendedores locais.

O coordenador da Sala do Empreendedor, Leonardo Kozak, destaca que os números são resultado da confiança dos empresários e microempreendedores no serviço oferecido pelo município. “Nosso objetivo é facilitar a vida de quem empreende, oferecendo orientação, regularização, acesso ao crédito e suporte para o crescimento dos negócios”, disse Kozak.

Ainda, segundo o relatório, atualmente, Sorriso conta com 21.950 empresas ativas e 12.010 microempreendedores individuais (MEIs). Além disso, a Sala do Empreendedor realizou 522 atendimentos via WhatsApp durante o mês e contabilizou 27 visitas por meio do programa itinerante.

A Sala do Empreendedor está localizada anexa ao Centro de Eventos Ari José Riedi e atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (66) 9978-1726.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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