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Rio recebe festival internacional de harpas em julho

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Cerca de 10 mil pessoas são esperadas no 21º RioHarpFestival – Festival Internacional de Harpas, considerado o maior dedicado a este instrumento musical no mundo, que acontece no Rio de Janeiro, durante todo o mês de julho. Serão 58 concertos gratuitos que reunirão em torno de 150 artistas de 20 países da América Latina, Europa, Ásia e África.

A principal novidade desta edição é a participação de músicos de comunidades cariocas e fluminenses, que vão se juntar à apresentação dos harpistas estrangeiros, inclusive, em concertos em suas comunidades. O repertório percorre os ritmos latino-americanos, árabes, africanos, koto japonês e pelas sonoridades indianas. E vai da música antiga à contemporânea, além do jazz, heavy metal, chorinho e bossa nova.

O RioHarpFestival integra o projeto Música no Museu, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro, levando apresentações musicais gratuitas a locais do Brasil e do mundo. Sérgio Costa e Silva, idealizador do projeto, conta que a ideia do evento é ser um espaço de união cultural.

“Uma programação internacional e plural, o festival promove uma verdadeira viagem musical por diferentes tradições e sonoridades consolidando o Rio como capital mundial da harpa durante o mês de julho. Além de nomes consagrados da cena internacional, o evento também destaca artistas brasileiros em encontros inéditos entre diferentes estilos musicais e também ressalta o trabalho realizado por orquestras de comunidades, uma verdadeira integração com os artistas estrangeiros.”

A abertura está marcada para as 18 horas desta quarta-feira, 1º, no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo, com a apresentação da Orquestra de Gaitas de Foles Brazilian Piper, uma das maiores formações de gaitistas do país.

A maior parte da programação vai acontecer no Centro Cultural Banco do Brasil e Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo – mas também inclui locais históricos da cidade, como o Jockey Club, Academia Brasileira de Letras, Real Gabinete Português de Leitura, entre outros.

Após a programação de julho, no Rio de Janeiro, nos demais meses do ano, estão previstas atividades em São Paulo, Brasília e em dez cidades de oito países na Europa. Além disso, neste ano o circuito se expande com apresentações na África do Sul.

Com informações da Agência Brasil e sob supervisão de Sâmia Mendes.


Fonte: EBC Cultura

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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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