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Melhor mel do Brasil reforça liderança do Estado nas exportações

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Minas Gerais, maior exportador brasileiro de mel, ganhou também o principal reconhecimento de qualidade da apicultura nacional. Um produto de florada silvestre do Apiário Âmbar, localizado em Santana do Riacho, na Serra do Cipó, venceu a categoria destinada a empresas no 25º Congresso Brasileiro de Apicultura, realizado em Florianópolis.

O prêmio foi disputado por centenas de amostras encaminhadas por produtores de 23 Estados. O mel vencedor é produzido por Natálha Abreu Arêdes Matos em uma propriedade com apenas 40 colmeias e produção anual estimada em 900 quilos.

A escala reduzida do apiário contrasta com o tamanho alcançado pela atividade em Minas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Estado produziu aproximadamente 7,3 mil toneladas em 2024, perto de 11% das 67,3 mil toneladas obtidas no País. A produção mineira foi informada por 608 municípios.

Minas ocupa a quarta posição nacional em volume produzido, atrás de Paraná, Piauí e Rio Grande do Sul. Nas vendas externas, porém, assumiu a liderança. Em 2025, empresas instaladas no Estado embarcaram 6,99 mil toneladas, com receita de US$ 23,7 milhões, aproximadamente R$ 123 milhões pela cotação atual.

O desempenho mineiro correspondeu a mais de 20% das exportações brasileiras. No mesmo período, o País vendeu ao exterior cerca de 32,5 mil toneladas, com faturamento de US$ 109,7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 567 milhões.

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino do mel brasileiro, concentrando mais de 80% dos embarques. Essa dependência torna a abertura de compradores na Europa e em outros mercados importante para reduzir a exposição dos apicultores às oscilações comerciais de um único país.

No Apiário Âmbar, a qualidade foi usada como estratégia para compensar a baixa escala. A propriedade está em uma área preservada do Cerrado, onde a variedade de plantas fornece diferentes fontes de néctar às abelhas. A florada e o período de coleta interferem diretamente em características como aroma, cor, consistência e sabor.

A produção também segue cuidados de manejo, controle sanitário e processamento. Entre 2022 e 2024, o empreendimento recebeu acompanhamento do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar-MG). Com ajustes no manejo e na administração do negócio, a produtividade dobrou sem aumento do número de colmeias.

Além do mel convencional, o apiário comercializa mel em favo, extratos de própolis e outros produtos apícolas pela internet. A propriedade também recebe visitantes para atividades de turismo rural e degustação.

A meta é elevar a produção para uma tonelada em 2027. O crescimento, entretanto, deverá ser gradual para preservar o padrão do produto premiado. O resultado obtido na competição nacional mostra que, na apicultura, origem, manejo e regularidade podem ser mais importantes para a valorização comercial do que o volume isoladamente.

Fonte: Pensar Agro

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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