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Ciclone extratropical gera alerta vermelho em várias regiões do país

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A formação de um ciclone extratropical na fronteira entre a Argentina e o Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (08.12), colocou parte do Sul do Brasil sob alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema, acompanhado por uma frente fria, mantém a condição de chuvas intensas nesta terça-feira (09) em quase todo País. De acordo com o instituto, o risco inclui volumes muito elevados de precipitação, ventos fortes e possibilidade de transtornos, como alagamentos e queda de energia.

Sudeste: chuva forte e temperaturas mais baixas

As instabilidades avançam também sobre o Sudeste desde as primeiras horas do dia. Em São Paulo, a chuva deve ser persistente e forte, com atenção maior para o interior, sul, leste e nordeste do estado. O oeste de Minas Gerais e o sul e interior do Rio de Janeiro também podem registrar acumulados próximos de 50 milímetros.

Centro-Oeste: pancadas mais frequentes

As chuvas ganham força no norte e leste de Mato Grosso do Sul, no sul e sudoeste de Mato Grosso e no sul e leste de Goiás.
As temperaturas ficam mais amenas durante o dia, mas tendem a subir novamente no fim da tarde, com abafamento típico da estação.

Nordeste: calor predominante e chuva localizada

No Nordeste, as pancadas ficam mais concentradas no sul do Maranhão e no oeste da Bahia, podendo ocorrer com forte intensidade.
No restante da região, o calor continua predominante, com destaque para o Piauí, onde as máximas podem atingir 36 °C.

Norte: temporais continuam

O padrão de instabilidade se mantém no Norte, com chuvas frequentes no Amazonas, Rondônia, Acre, Tocantins, oeste de Roraima e na maior parte do Pará.
O risco de temporais segue elevado nessas áreas.
Já em Roraima (leste), Amapá e no noroeste e nordeste do Pará, o tempo permanece mais firme ao longo da terça-feira.

Fonte: Pensar Agro

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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