Agricultura
Estudo inédito CNA-ESALQ-LOG/USP mapeia estradas vicinais pelo Brasil
Agricultura
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Grupo ESALQ-LOG/USP, lança na próxima quarta-feira (08.10) um estudo considerado inédito: “Estradas Vicinais: diagnóstico, priorização e caminhos para a competitividade do setor agropecuário”. O levantamento traça o panorama da malha de estradas rurais, também chamadas de vicinais, no país, identificando gargalos logísticos que afetam diretamente o escoamento da produção agropecuária.
O estudo utiliza dados atualizados e visitas de campo para mapear as condições das vias rurais, construindo um Índice de Priorização de Estradas Vicinais (IPEV) que pondera aspectos econômicos, sociais, ambientais e de infraestrutura. Segundo comunicados da CNA, o documento apresenta prioridades regionais para restauração e investimento, custos estimados para manutenção e propostas de caminhos estruturais para fortalecer a malha viária nos municípios.
Embora chamem de “inédito”, já há iniciativas locais e pesquisas pontuais sobre estradas vicinais. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, pesquisadores do ESALQ-LOG percorreram 1.300 km de vias rurais, coletando dados em campo para identificação de falhas estruturais, erosão e outros problemas de infraestrutura. Mas o que diferencia este novo estudo da CNA e da ESALQ é sua escala nacional e o uso de metodologia sistemática que permite comparar regiões distintas com critérios comuns.
Para o setor agropecuário, os impactos são palpáveis. Uma rede vicinal bem mantida reduz perdas de safra por atrasos nos transportes, diminui gastos com manutenção de veículos e deslocamentos extras, e melhora a competitividade dos produtores nas cadeias regionais e nacionais.
Serviço
O que: lançamento do estudo “Panorama das Estradas Vicinais no Brasil”
Quando: quarta, 8 de outubro de 2025
Horário: a partir das 8h
Onde: Sede da CNA – SGAN 601, Módulo K, Edifício Antônio Ernesto de Salvo, Brasília (DF)
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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