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Expo Rio Preto abre calendário com foco em genética, negócios e tradição

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São José do Rio Preto (140 km da capital, São Paulo) iniciou neste sábado (13.09) a 62ª edição da Expo Rio Preto, considerada a maior feira agropecuária do noroeste paulista e a terceira do Estado em número de animais.

O evento é dividido em duas etapas: a primeira dedicada ao leite, entre 13 e 21 de setembro, e a segunda ao gado de corte, de 28 de setembro a 5 de outubro. A expectativa é atrair 50 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 30 milhões em negócios: 30% acima do registrado no ano passado.

A programação reúne aproximadamente três mil animais, entre bovinos de 12 raças, equinos de quatro raças e ovinos de três. O torneio leiteiro, com destaque para Girolando, Gir Leiteiro e Sindi, promete ser uma das atrações mais disputadas, com produtores de diversas regiões do país em busca de reconhecimento em genética e qualidade animal.

A feira terá sete leilões de destaque, além de julgamentos técnicos que consolidam o evento como uma das principais vitrines nacionais para a seleção genética. Também estão programadas provas equestres, como a Prova dos Três Tambores, o Julgamento de Marcha do Mangalarga e o Ranch Sorting, que acontecerão na arena multiuso recém-inaugurada.

Além da genética animal, a exposição abre espaço para inovação no campo. Cerca de 15 estandes apresentarão máquinas, implementos e soluções tecnológicas voltadas à mecanização e à modernização da produção, aproximando produtores de novas ferramentas para aumentar eficiência e competitividade.

Mais do que negócios, a Expo Rio Preto reforça sua importância como polo de difusão de conhecimento técnico, geração de empregos temporários e fortalecimento da cadeia agropecuária. O evento consolida a retomada das grandes exposições no Estado de São Paulo, unindo tradição, tecnologia e oportunidade de mercado.

SERVIÇO
62ª EXPO Rio Preto
De 13 a 21/9 (etapa Leite)
De 28/9 a 5/10 (etapa Corte)
Local: Recinto de Exposição Alberto Bertelli Lucatto

Fonte: Pensar Agro

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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