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Central de Regulação de Cuiabá reduz filas e coloca exames de alta complexidade em tempo real

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Cuiabá

A Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá alcançou, em novembro, um marco importante na reorganização do acesso aos exames e consultas eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS). Com ampliação de grades, revisão de contratos e otimização do fluxo de autorização, três exames de alta complexidade, ressonância magnética, tomografia computadorizada e cintilografia, passaram a ser liberados praticamente em tempo real pelos médicos reguladores.

Segundo o balanço atualizado, as tomografias registram a oferta de 1.000 vagas abertas para agendamento, número que supera a demanda atual, por isso os agendamentos estão sendo realizados praticamente em tempo real.

O cenário também é positivo para as ressonâncias magnéticas, que contam com 910 vagas disponíveis no sistema; as liberações ocorrem de forma imediata pelos reguladores.
“As ressonâncias também estão em tempo real. Os reguladores continuam autorizando hoje, e isso mostra que o sistema está funcionando de forma muito mais eficiente do que no passado”, destacou a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona.

No caso das cintilografias, a fila de Cuiabá está zerada. Os poucos pacientes ainda em espera são oriundos do interior do Estado, cujo agendamento segue as regras pactuadas na Programação Pactuada Integrada (PPI).
“Zerar a fila de cintilografia para os moradores de Cuiabá é resultado direto da reorganização da oferta e do acompanhamento diário que estamos fazendo. Esse é o tipo de indicador que prova que a gestão está no caminho certo”, reforçou Danielle.

Procedimentos cirúrgicos e consultas também avançam

A Central também atualizou o panorama das cirurgias eletivas. A fila real, dentro do prazo regulatório de 90 dias, contempla 23 tipos de procedimentos, entre eles vasectomia, colecistostomia, dermolipectomia não estética, quadrantectomia, drenagem pleural, hidrocele, varicocele e outros previstos em contrato. Todo o fluxo segue estável, com as demandas dentro da capacidade de atendimento disponível.

Da mesma forma, consultas em diversas especialidades, gastroenterologia, ortopedia (adulto, pediátrica, joelho e ombro), otorrinolaringologia pediátrica, neurologia adulta, nefrologia, cardiologia infantil, infectologia, pneumologia adulta e infantil, entre outras, continuam sendo autorizadas em tempo real. Para pacientes do interior, a marcação segue as diretrizes pactuadas na PPI.

Redução histórica da fila geral: comparação agosto x novembro

A reorganização refletiu diretamente na fila total da Regulação, com uma redução expressiva entre agosto e novembro. De acordo com os dados:

– Fila hospitalar: caiu de 24.071 (agosto) para 19.958 (novembro).

– Fila de consultas: reduziu de 205.535 (agosto) para 153.023 (novembro).

– Fila geral de procedimentos ambulatoriais: passou de 221.875 (agosto) para 181.826 (novembro).

Para a secretária Danielle Carmona, os resultados demonstram o impacto das mudanças estruturais implementadas na Regulação.
“Quando organizamos as grades, revisamos contratos e fortalecemos o trabalho dos médicos reguladores, a consequência é essa: filas menores, exames autorizados em tempo real e um atendimento mais humano para quem depende do SUS. Nossa meta é continuar nesse ritmo, garantindo acesso rápido e eficiente para toda a população.”

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Cuiabá transforma rede de Saúde Mental com novos CAPS e ampliação do atendimento

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A Prefeitura de Cuiabá ampliou e reorganizou a rede de Saúde Mental com a contratação de médicos psiquiatras, retomada de unidades, mudanças nos fluxos de atendimento e implantação de novos sistemas. Entre as medidas estão a entrega das estruturas do CAPS Adolescer e do CAPS CPA IV e a ampliação do atendimento de porta aberta.

O provimento de médicos psiquiatras nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foi concluído em abril de 2026. A medida garante assistência médica especializada e atende aos requisitos para habilitação e custeio dos serviços.

Em maio, foi entregue a estrutura do CAPS Adolescer, após aproximadamente quatro anos de paralisação da obra. Em junho, foi entregue o CAPS CPA IV, que estava condenado pelo Ministério Público desde 2017.

Uma das mudanças na rede foi a padronização do atendimento de porta aberta nos CAPS, com o fim das restrições de horário e de quantitativo diário de acolhimentos, conforme as diretrizes da Portaria nº 336/2002.

A gestão também reorganizou as unidades, definiu responsáveis e formalizou os fluxos de atendimento. O quadro de enfermeiros dos CAPS e das Residências Terapêuticas foi adequado para garantir a cobertura das escalas.

Desde outubro de 2025, foram realizadas mais de 22 capacitações para profissionais da Saúde Mental. As equipes dos CAPS também receberam supervisão institucional da Fiocruz. Outra iniciativa foi a criação do Fórum de Saúde Mental, voltado à articulação entre profissionais, discussão de casos e elaboração de propostas para a Rede de Atenção Psicossocial.

No CAPS CPA IV, foram retomadas a assembleia de usuários e as atividades em grupos.

Os profissionais de Saúde Mental do CEM Coxipó foram inseridos no SISREG, ampliando a regulação dos atendimentos. Também foi implantado o prontuário eletrônico no CAPS CPA IV e no CAPS Adolescer, com capacitação dos servidores para os registros no RAAS/BPA e monitoramento dos indicadores.

O acompanhamento dos moradores das Residências Terapêuticas também foi reorganizado, com capacitação dos servidores e articulação com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde.

Entre as ações em andamento está a qualificação do CAPS Adolescer para CAPS Infantojuvenil (CAPS IJ). A estrutura já foi entregue, o psiquiatra foi provido e o processo de habilitação está em tramitação.

Também está em desenvolvimento o projeto para abertura de um CAPS III, com estudo para aproveitamento da equipe do CAPS II Verdão, além da conclusão da obra e aquisição de móveis e equipamentos. No CAPS II Verdão, está em implantação o prontuário eletrônico.

A Prefeitura também trabalha na aquisição de materiais permanentes para os CAPS e na complementação de itens das Residências Terapêuticas. A gestão busca ainda a habilitação dos Serviços Residenciais Terapêuticos junto ao Ministério da Saúde. Atualmente, os serviços são mantidos exclusivamente com recursos municipais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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