Cuiabá

Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá realiza visita técnica ao Hospital Santa Helena

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Cuiabá

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, na manhã desta segunda-feira (9), uma visita técnica ao Hospital Santa Helena, unidade filantrópica que atua como referência em atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na área de maternidade.

A visita foi conduzida pela presidente da comissão, vereadora Michelly Alencar (União Brasil), e contou com a participação do vice-presidente, vereador Ilde Taques (Podemos), e do membro titular, vereador Alex Rodrigues (Podemos). O grupo percorreu diferentes setores do hospital, incluindo a maternidade e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, acompanhada pelos membros da diretoria da instituição.

Segundo a vereadora Michelly Alencar, a visita teve como objetivo conhecer de perto a estrutura da unidade e as principais demandas enfrentadas pelo hospital.

“O Hospital Santa Helena hoje é o único hospital filantrópico municipal e atende, em média, de 600 a 700 mamães por mês. São cerca de 700 partos mensais e entre 25 e 35 crianças passando pela UTI diariamente. Essa visita é importante para entendermos de perto a realidade e encaminharmos soluções”, afirmou.

A parlamentar também destacou a preocupação com o fluxo de pagamentos e a defasagem da tabela do SUS.

“A maior angústia hoje é melhorar o fluxo de pagamento e discutir a atualização da tabela do SUS, que está sem reajuste desde 2017. Sabemos que essa tabela vem do Ministério da Saúde, mas estados e municípios podem fazer adequações conforme a realidade local”, completou.

O vice-presidente da comissão, vereador Ilde Taques, destacou que a visita permite que os parlamentares acompanhem de perto a realidade da unidade e reforçou o compromisso do Legislativo em buscar soluções para fortalecer o hospital.

“Nada substitui a visita ao local, diretamente. Estar aqui, conhecer os setores e conversar com os profissionais nos permite entender melhor as dificuldades enfrentadas pelo hospital. A Comissão de Saúde está comprometida em fazer essa ponte com o município e o Estado para garantir melhores condições de atendimento à população”, disse.

Durante a visita, o vereador Alex Rodrigues ressaltou a importância da maternidade para a saúde pública de Cuiabá e reforçou o compromisso da comissão em acompanhar as demandas apresentadas.

“Nós não podemos deixar a maior maternidade do estado nessa situação. Quando entramos na UTI neonatal vemos o cuidado dos profissionais com bebês nascidos de 26 ou 30 semanas. É um hospital que merece uma atenção especial do poder público”, pontuou.

O presidente do Hospital Santa Helena, Marcelo Sandrin, destacou que a unidade é responsável por grande parte dos partos realizados na capital.

“Hoje o Hospital Santa Helena realiza entre 600 e 700 partos por mês. Em média, mais de 50% dos partos de Cuiabá acontecem aqui. Estamos sempre tentando melhorar os serviços, mas os custos aumentam e precisamos de apoio para manter o atendimento”, explicou.

Já a diretora administrativa da unidade, Zoraida Hanna, avaliou que a visita da comissão contribui para ampliar o conhecimento sobre o trabalho realizado pelo hospital.

“A visita é extremamente importante para que a comissão de saúde conheça melhor a prestação de serviços que realizamos, as necessidades e as dificuldades enfrentadas no dia a dia. Nosso objetivo sempre é melhorar o atendimento ao usuário do SUS”, destacou.

Segundo ela, além da maternidade, o hospital realiza em média 3.400 mil atendimentos no mês, como cirurgias em diversas especialidades, exames, consultas e internações pelo SUS.

Ao final da visita, a comissão informou que irá encaminhar as demandas apresentadas pela direção do hospital ao Executivo municipal e ao Estado, buscando alternativas para fortalecer o atendimento prestado pela instituição à população cuiabana.

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Cuiabá

Governo, MP, TCE e Prefeitura firmam TAC para reestruturar sistema de abastecimento de água em Várzea Grande

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O Governo de Mato Grosso, o Ministério Público do Estado (MPE), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Prefeitura de Várzea Grande assinaram, nesta quarta-feira (22), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água no município. Batizado de Aliança pela Água, o acordo prevê ações emergenciais e investimentos de até R$ 60 milhões para a reestruturação do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

O documento reconhece o acesso à água como um direito básico da população e estabelece um plano de obras e melhorias para corrigir falhas na infraestrutura e ampliar a capacidade operacional da autarquia municipal.

Durante a assinatura do acordo, o governador Otaviano Pivetta destacou a prioridade da iniciativa e afirmou que o Estado irá garantir os recursos necessários para a execução das ações.

“Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar na casa de todos os moradores várzea-grandense”, afirmou.

Segundo o Governo do Estado, o TAC foi construído de forma conjunta após manifestação do Tribunal de Contas, que apontou o desabastecimento de água como um problema crônico em Várzea Grande e identificou a situação de insolvência enfrentada pelo DAE.

Os recursos estaduais, de até R$ 60 milhões, serão destinados à reestruturação da autarquia, incluindo a aquisição de equipamentos e máquinas para reforçar a operação do sistema de abastecimento.

A prefeita Flávia Moretti afirmou que o acordo representa um marco para enfrentar um problema histórico da cidade.

“A gente só quer entregar água na torneira para o várzea-grandense e esse TAC representa uma virada, uma mudança na realidade de Várzea Grande e nós não iríamos conseguir sem o apoio de todos esses parceiros”, declarou.

O conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim, ressaltou que a atuação conjunta entre os órgãos busca garantir resultados efetivos para a população.

“O cidadão não faz distinção dos órgãos fiscalizadores, ele só quer a água na sua casa, um posto de saúde funcionando, estradas de qualidade. O nosso papel é contribuir para a execução das políticas públicas e é isso que estamos fazendo. Com apoio do Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura, vamos entregar uma solução para essa situação do DAE”, ponderou.

O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, também destacou o caráter consensual da iniciativa.

“O problema todo mundo conhece, mas temos que buscar soluções para entregar ao cidadão aquilo que ele merece. Buscamos uma solução consensual, que fosse menos invasiva, e hoje assinamos esse TAC, uma etapa inicial para que o abastecimento de água chegue à população”, afirmou.

O termo prevê ainda a criação de um comitê executivo responsável por elaborar e acompanhar o plano emergencial de trabalho, com prazo inicial de 12 meses. O grupo será composto por representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Várzea Grande, da Procuradoria-Geral do Estado e da Procuradoria do Município.

A cerimônia de assinatura contou com a presença dos deputados estaduais Carlos Avallone, Fábio Tardim, Paulo Araújo e Dr. Eugênio, além de secretários estaduais, do procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, do presidente do DAE de Várzea Grande, Rogério Martins, vereadores e outras autoridades.

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