Cuiabá
Cuiabá dá início a cirurgias de próstata para acelerar atendimento de pacientes na fila do SUS
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou a realização de cirurgias de Ressecção Transuretral da Próstata (RTU) no Hospital Santa Helena. A ação começou nesta quarta-feira (10) e integra o Programa Fila Zero 3.0, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).
A RTU de próstata é indicada principalmente para pacientes diagnosticados com hiperplasia prostática benigna, condição frequente entre homens idosos que pode provocar dificuldades urinárias severas, retenção urinária e dependência do uso de sondas, comprometendo significativamente a qualidade de vida.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a ampliação da oferta de cirurgias representa mais um avanço no enfrentamento da demanda reprimida da rede pública.
“Estamos trabalhando para garantir que os pacientes tenham acesso aos procedimentos de que necessitam no menor tempo possível. A ampliação das cirurgias urológicas demonstra o compromisso da gestão com a redução das filas e com a oferta de uma assistência mais resolutiva, humanizada e eficiente para a população cuiabana”, afirmou.
Os pacientes contemplados passam por consulta ambulatorial, triagem e exames pré-operatórios antes da realização da cirurgia. Após o procedimento, permanecem internados para acompanhamento médico, recebendo alta conforme avaliação da equipe assistencial.
O urologista responsável pelos procedimentos, Dr. Thiago Rachid, explicou que a iniciativa permitirá acelerar o atendimento dos pacientes que aguardam pelo tratamento.
“Hoje iniciamos as cirurgias de urologia aqui no Hospital Santa Helena por meio do Programa Fila Zero, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá em parceria com o Governo do Estado. Essa ação permite ampliar a oferta e o fluxo de atendimentos, com o objetivo de reduzir a fila de espera. Nesta etapa, estamos realizando cirurgias de ressecção de próstata, um procedimento bastante necessário e que atualmente apresenta uma demanda significativa”, destacou.
A ampliação da assistência integra as ações do Programa Fila Zero 3.0, que prevê o aumento da oferta de procedimentos de média e alta complexidade em Cuiabá, ampliando o acesso da população aos serviços especializados de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta os pacientes que aguardam consultas, exames ou cirurgias pelo SUS a manterem os dados cadastrais atualizados, especialmente o número de telefone. O contato para convocação é realizado pela Central de Regulação.
A atualização cadastral pode ser feita em qualquer uma das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Gestão Flávia Moretti garante apoio do TCE para enfrentar dívida de precatórios e avançar em soluções para Várzea Grande
A gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) garantiu, nesta terça-feira (28), o apoio do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para buscar soluções para a dívida de precatórios de Várzea Grande, que supera R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a instalação de uma mesa técnica para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças do município.
Ao defender a criação da mesa técnica, a prefeita Flávia Moretti destacou que a atual gestão herdou uma dívida construída ao longo de décadas e buscou o apoio do Tribunal de Contas para encontrar soluções conjuntas, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos.
“Buscamos o Tribunal de Contas porque entendemos que esse é um problema histórico, que não pode ser enfrentado isoladamente pelo Município. Precisamos construir soluções junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário para garantir segurança jurídica, preservar a capacidade financeira da Prefeitura e continuar investindo e prestando serviços de qualidade à população”, afirmou.
A prefeita ressaltou que, em apenas um ano e meio de gestão, o Município já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios. Segundo ela, enquanto administrações anteriores desembolsavam entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês, atualmente Várzea Grande paga cerca de R$ 6 milhões mensais para cumprir o cronograma de quitação das dívidas judiciais.
“Temos um precatório de 1988 que hoje soma R$ 190 milhões. Cerca de 80% dos precatórios de Várzea Grande são de natureza alimentar, referentes a direitos trabalhistas, verbas indenizatórias e enquadramentos de servidores. Também há aproximadamente R$ 500 milhões em precatórios relacionados ao pagamento de contas de energia elétrica do DAE, acumuladas ao longo de décadas. Em gestões passadas, o município pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil por mês. Hoje, nossa parcela mensal é de R$ 6 milhões, resultado da negociação de dívidas passadas somadas às parcelas atuais”, explicou.
Entre as medidas discutidas estão o apoio do TCE à aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, além da discussão sobre mudanças na legislação estadual de distribuição do ICMS. A iniciativa foi proposta pela prefeita Flávia Moretti ao conselheiro Antônio Joaquim e conta com o apoio do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
A mesa técnica reúne representantes da Prefeitura de Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Câmara Municipal, do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e de outras instituições envolvidas na construção de soluções para o passivo histórico do município.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o problema foi construído ao longo de sucessivas administrações e reafirmou o compromisso da instituição em colaborar para que Várzea Grande encontre alternativas capazes de recuperar sua capacidade financeira.
“Estamos discutindo, junto ao município, formas de amenizar essa situação, pois Várzea Grande vive um momento muito difícil. A prefeita Flávia está enfrentando problemas herdados de administrações anteriores. O município está inviabilizado por conta dessa dívida bilionária de precatórios. Ela está na gestão há apenas um ano e meio e não foi responsável pela origem desses problemas. O DAE, por exemplo, acumulou uma dívida superior a meio bilhão de reais por não conseguir quitar contas de energia elétrica ao longo dos anos”, afirmou.
O conselheiro Antônio Joaquim enfatizou que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos entre o Município e os credores de precatórios e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS.
“O debate avançou para além da instalação da mesa técnica. Precisamos entender por que o projeto que autoriza a negociação direta com os credores ainda não foi aprovado. Junto com o presidente Sérgio Ricardo, vamos dialogar com a Câmara Municipal para que essa matéria seja votada o quanto antes. Outro ponto importante é a legislação do ICMS, cuja alteração reduziu significativamente os recursos destinados às cidades mais populosas. Em Várzea Grande, essa mudança representou uma perda superior a R$ 400 milhões”, pontuou.
Atualmente, Várzea Grande desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamento dos precatórios. Além da dívida histórica, a situação financeira foi agravada pelo bloqueio judicial de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pelas mudanças na distribuição do ICMS e pela incorporação dos precatórios do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à dívida municipal, fatores que levaram a administração a decretar calamidade financeira.
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Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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