Cuiabá
Nova diretoria da Bem-Estar Animal foca em acolhimento e transformação
Cuiabá
No dia 1º deste mês, Morgana Thereza Ens assumiu oficialmente a Diretoria de Bem-Estar Animal, trazendo com ela uma proposta sensível, acolhedora e transformadora para a causa animal em Cuiabá. Veterinária de formação pela UFMT, com especialização em anestesia, cirurgia e oncologia veterinária, além de experiência acadêmica e publicações científicas, Morgana alia conhecimento técnico à sensibilidade artística adquirida em sua trajetória nas artes.
Essa combinação de experiências contribui para que a profissional tenha um olhar inovador sobre a gestão pública da causa animal.
Entre as prioridades anunciadas para sua gestão, estão a automação dos atendimentos, a melhoria nos canais de denúncia e ouvidoria, e a reorganização da equipe de atendimento, garantindo mais agilidade, eficiência e sensibilidade nos serviços prestados. “Nosso foco é ouvir as pessoas e mostrar o que está sendo feito. O trabalho é grande, as castrações já foram iniciadas, os resgates e denúncias acontecem todos os dias, e queremos ampliar isso com dignidade e infraestrutura para os animais”, declarou Morgana.
Um dos passos fundamentais será a reestruturação da própria sede do Bem-Estar Animal, para atender a capital com mais qualidade. Outra ação estratégica será a ampliação de parcerias com clínicas particulares e instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que é parceira e já colabora com atendimentos clínicos e castrações. A terceirização de atendimentos com empresas especializadas também está nos planos, como uma forma de dar resposta mais rápida e eficaz à população, otimizando o uso do recurso público.
Morgana destacou a busca por soluções para lares temporários, uma necessidade urgente ainda sem parceria fixa, mas que já conta com o apoio da ONG Lunaar (Luta e União de Amigos para Animais em Risco), conhecida por sua longa experiência com acolhimento e mediação em casos complexos de resgate animal. “Vamos alinhar boas ideias e construir soluções juntos, em benefício de todos: protetores, ONGs e, principalmente, dos animais”, disse ela.
O secretário municipal de Governo, Ananias Filho, reforçou o apoio institucional à nova diretoria e à proposta da nova diretora, destacando que será criado um protocolo oficial de acolhimento animal, com o envolvimento direto dos protetores. “Vamos mudar não apenas a gestão, mas a cultura do cuiabano em relação ao cuidado e respeito pelos nossos animais”, afirmou.
Segundo Morgana, o compromisso com a causa moverá as ações: “Não podemos olhar para a causa animal apenas de forma administrativa. Estamos lidando com vidas. O meu trabalho é técnico, mas também é guiado pela sensibilidade que eu trago da arte e da vivência com os animais. Essa mistura me ajuda a nunca esquecer que, por trás de cada protocolo, existe um ser vivo que precisa de acolhimento, respeito e dignidade”.
A expectativa é de que, sob sua liderança, a Diretoria de Bem-Estar Animal avance em políticas públicas mais integradas, sensíveis e eficazes, aproximando a gestão da população e fortalecendo os laços entre governo, sociedade civil e protetores.
PARCERIA
O secretário de Governo, Ananias Filho, ressaltou a contribuição e parceria da ONG Lunaar, com informações e a experiência que possui, para a construção do trabalho e serviço de atendimento, engajando todos os protetores no que diz respeito ao acolhimento e à saúde dos animais.
“É uma oportunidade de fornecer informações para tornar o processo de vocês mais claro, para a sociedade saber a quem recorrer e o que vocês, enquanto poder público, podem oferecer”, disse a presidente da Lunaar, Susielene Rodrigues Monteiro.
Susielene ressaltou que a ONG sempre apoiou a BEA, e não foi diferente desde que o prefeito Abilio Brunini assumiu o município. “Cientes das dificuldades de abrigamento e de espaço da BEA, a Lunaar, sempre que possível, recebeu animais. E no início deste ano acolhemos 15 felinos e 10 cães, a pedido das diretoras anteriores. Dentro da ONG, os espaços são separados, setorizados, têm isolamento para tudo, o que permite tratar os casos até que os animais se reabilitem e possam ser colocados em espaços comuns, onde estão os sadios”, explicou.
A expectativa, diante da abertura que a Bem-Estar Animal está proporcionando, é de que crie formas de melhoria no serviço prestado e seja transparente com a sociedade. “A sociedade precisa ter a quem recorrer. A gente não quer ser ONG, a gente não quer receber essa demanda diária. Se a sociedade tiver a quem recorrer, do poder público, não há necessidade de as ONGs existirem. A nossa ideia é que o poder público funcione, e estou aqui para ajudar, dar sugestões, contribuir com a nossa prática e vivência com abrigamento de animais”, disse Susielene.
Ressalta-se que a Lunaar não recebe ajuda da prefeitura. Os animais citados foram recebidos como doação, portanto, estão sob a tutela da ONG e não do município. “Não tem nada em troca, estamos recebendo até o nosso limite, e quando pudermos vamos receber, e quando não der, vamos negar. E é assim que a gente ajuda a coisa a funcionar. Cada um fazendo a sua parte. Então, hoje a gente consegue ajudar dessa forma, e você, protetora, você, ONG, de que forma consegue ajudar a Diretoria de Bem-Estar Animal a desafogar ou realizar mais resgates?”, frisou a presidente da Lunaar.
#PraCegoVer
A imagem mostra o momento da reunião realizada na sala do secretário de Governo, Ananias Filho, com a diretora da Bem-Estar Animal e a presidente da ONG Lunaar.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Câmara de Cuiabá aprova moção de repúdio contra indicação de Jorge Messias ao STF
Luciéder Luz | Assessoria do vereador Dilemário Alencar
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, durante a sessão desta quinta-feira (23), requerimento de autoria dos vereadores Dilemário Alencar (UB) e Rafael Ranalli (PL) de moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
No requerimento, os parlamentares alegaram que, após parecer favorável emitido por Jorge Messias quando ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a ADPF 1141, na qual permitiu a situação de morte de três bebês por dia no Brasil, desde maio de 2024.
“Enquanto 33 mil famílias esperam na fila de adoção, essa triste realidade de matança de bebês indefesos vem ocorrendo porque o ex-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, assinou parecer jurídico que endossou o posicionamento do ministro relator Alexandre de Moraes na ADPF 1141, que permitiu o aborto de bebês durante os nove meses de gestação. Por isso, a Câmara de Cuiabá repudiou o nome de Jorge Messias, que foi indicado pelo presidente Lula, para o STF. Essa indicação não pode prosperar”, disse o vereador Dilemário.
A aprovação da ADPF 1141 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) é uma ação no STF que suspendeu a Resolução 2.378/24 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a qual proibia a assistolia fetal para interrupção de gravidez acima de 22 semanas decorrente de estupro.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) havia proibido a assistolia fetal em razão da crueldade do método. O CFM considerou o fato de que o bebê, no último trimestre da gestação, é um ser humano formado.
“O CFM alertou que o correto é fazer o parto e entregar o bebê para adoção, e não praticar o assassinato. Mas o STF derrubou a proibição estabelecida pela resolução do CFM, dizendo que a morte do bebê no ventre materno é um elemento indissociável do direito da mulher de abortar”, relatou o vereador Rafael Ranalli.
A assistolia fetal é um procedimento feito por meio de uma agulha que atravessa o ventre da mãe, guiada por um ultrassom, para perfurar o ponto central do coração do bebê. Sem anestesia, o bebê sente a agulha entrar. E a agulha injeta cloreto de potássio no coração do bebê para matá-lo. O bebê sente uma dor fortíssima, equiparada à dor provocada por infarto no adulto, antes de morrer.
A assistolia fetal foi liberada até o momento do parto. E o mais absurdo é que o ministro Alexandre de Moraes proibiu punições a médicos que realizarem o procedimento de assistolia fetal.
“Estão fazendo esse tipo de procedimento com bebês de 7, 8 e 9 meses de gestação. Bebês que já ouvem a voz da mãe, que colocam o dedinho na boca, que já sentem dor. É muita crueldade! O bebê pode tentar fugir da agulhada, se contorcer dentro do útero, mas não tem como escapar da picada mortal”, observou Dilemário.
“Eu jamais ficarei calado vendo esse tipo de atrocidade! E Jorge Messias, defensor de tamanha crueldade, pode se tornar ministro do STF, caso a indicação de seu nome seja aprovada pelos senadores. Isso não pode acontecer, pois quem defende a morte não pode decidir sobre a vida”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.
A moção de repúdio será encaminhada pela Câmara Municipal para os três senadores de Mato Grosso e ao presidente do Senado Federal.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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