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Projetos visam resgatar e valorizar cultura, história e patrimônio de Cuiabá

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Fabiana Prado | Assessoria de imprensa da vereadora Katiuscia Manteli 

A memória de Cuiabá, construída entre o rio, os mercados, as festas populares e o cotidiano do seu povo, foi o centro do pronunciamento da vereadora Katiuscia Manteli (PSB) no grande expediente da sessão dessa terça-feira (3). Da tribuna, a parlamentar falou de pertencimento, identidade e da necessidade de preservar aquilo que conta a história da capital, ao apresentar quatro projetos de lei voltados à valorização da cultura cuiabana.

“Subo a esta tribuna hoje para falar um pouquinho de memória, de identidade, de pertencimento. Falar de lugares, tradições, sabores, saberes populares que narram, que descrevem, que criam a história de Cuiabá”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas está o projeto que declara o Mercado do Porto como patrimônio histórico, artístico e cultural do município. Katiuscia revelou ter se surpreendido ao descobrir que o espaço ainda não possui reconhecimento municipal, apesar de já ser declarado patrimônio estadual.

“Fiquei surpresa ao saber que ele ainda não tem essa declaração municipal. Ele tem a declaração estadual e não tem a municipal. E o Mercado do Porto não é apenas um mercado. Ele é um local de encontro de gerações, um cotidiano da cultura cuiabana, um ponto de encontro, uma história viva que circula entre bancas, cheiros e sabores”, destacou.

Outro projeto trata do reconhecimento do Complexo do Museu do Rio, no antigo Mercado do Porto, também como patrimônio histórico, artístico, cultural e material de Cuiabá. Assim como o Mercado do Porto, o espaço já possui declaração em âmbito estadual, mas ainda não no município.

“Afinal de contas, Cuiabá não existe sem o rio. E esse rio não é apenas geografia, ele é memória também, é identidade, é um dos espaços mais autênticos da nossa cidade e da história das vidas ribeirinhas”, pontuou.

Além do reconhecimento formal desses dois pontos turísticos e culturais, a vereadora propôs a criação do Cadastro Municipal do Patrimônio Cultural, Histórico, Artístico e Material de Cuiabá. Segundo ela, a iniciativa não gera despesas ao Executivo e permitirá organizar, mapear e dar visibilidade aos bens culturais da cidade.

“Precisamos que o cuiabano tenha um espaço onde possa conhecer a história de Cuiabá. Onde o turista chegue aqui e consiga acessar um local com informações sobre o Mercado do Porto, o Museu do Rio, a Festa de São Benedito, a Festa do Senhor Divino, todos os bens e manifestações já declarados patrimônios”, explicou.

Para Katiuscia, o cadastro será uma ferramenta de salvaguarda das manifestações culturais que formam a identidade da capital. “É uma oportunidade para o poder público mapear, registrar e dar visibilidade a essa cultura, salvaguardando as manifestações que fazem Cuiabá ser Cuiabá”.

O quarto projeto cria a Semana da Valorização da Cultura Cuiabana. A proposta é instituir uma data no calendário oficial para promover danças, festas tradicionais, feiras gastronômicas, artesanato e outras expressões culturais locais.

“Uma semana em que possamos realizar eventos de valorização e transformar isso também numa data histórica, trazendo de volta essa sensação da cultura cuiabana, principalmente quando falamos do Centro Histórico e de tantos prédios que fazem parte da nossa história e que hoje estão abandonados”, disse.

Ao encerrar, a vereadora reforçou que o início do ano legislativo de 2026 marca um compromisso com a preservação da identidade da capital. “Iniciamos 2026 com esse propósito, a valorização da nossa história, da nossa cultura e do nosso patrimônio”.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Governo, MP, TCE e Prefeitura firmam TAC para reestruturar sistema de abastecimento de água em Várzea Grande

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O Governo de Mato Grosso, o Ministério Público do Estado (MPE), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Prefeitura de Várzea Grande assinaram, nesta quarta-feira (22), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água no município. Batizado de Aliança pela Água, o acordo prevê ações emergenciais e investimentos de até R$ 60 milhões para a reestruturação do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

O documento reconhece o acesso à água como um direito básico da população e estabelece um plano de obras e melhorias para corrigir falhas na infraestrutura e ampliar a capacidade operacional da autarquia municipal.

Durante a assinatura do acordo, o governador Otaviano Pivetta destacou a prioridade da iniciativa e afirmou que o Estado irá garantir os recursos necessários para a execução das ações.

“Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar na casa de todos os moradores várzea-grandense”, afirmou.

Segundo o Governo do Estado, o TAC foi construído de forma conjunta após manifestação do Tribunal de Contas, que apontou o desabastecimento de água como um problema crônico em Várzea Grande e identificou a situação de insolvência enfrentada pelo DAE.

Os recursos estaduais, de até R$ 60 milhões, serão destinados à reestruturação da autarquia, incluindo a aquisição de equipamentos e máquinas para reforçar a operação do sistema de abastecimento.

A prefeita Flávia Moretti afirmou que o acordo representa um marco para enfrentar um problema histórico da cidade.

“A gente só quer entregar água na torneira para o várzea-grandense e esse TAC representa uma virada, uma mudança na realidade de Várzea Grande e nós não iríamos conseguir sem o apoio de todos esses parceiros”, declarou.

O conselheiro do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim, ressaltou que a atuação conjunta entre os órgãos busca garantir resultados efetivos para a população.

“O cidadão não faz distinção dos órgãos fiscalizadores, ele só quer a água na sua casa, um posto de saúde funcionando, estradas de qualidade. O nosso papel é contribuir para a execução das políticas públicas e é isso que estamos fazendo. Com apoio do Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura, vamos entregar uma solução para essa situação do DAE”, ponderou.

O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, também destacou o caráter consensual da iniciativa.

“O problema todo mundo conhece, mas temos que buscar soluções para entregar ao cidadão aquilo que ele merece. Buscamos uma solução consensual, que fosse menos invasiva, e hoje assinamos esse TAC, uma etapa inicial para que o abastecimento de água chegue à população”, afirmou.

O termo prevê ainda a criação de um comitê executivo responsável por elaborar e acompanhar o plano emergencial de trabalho, com prazo inicial de 12 meses. O grupo será composto por representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Várzea Grande, da Procuradoria-Geral do Estado e da Procuradoria do Município.

A cerimônia de assinatura contou com a presença dos deputados estaduais Carlos Avallone, Fábio Tardim, Paulo Araújo e Dr. Eugênio, além de secretários estaduais, do procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, do presidente do DAE de Várzea Grande, Rogério Martins, vereadores e outras autoridades.

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